Você está aqui: Página Inicial / Política / "Lula vai continuar nos guiando", diz Miriam Belchior

Política

Posse

"Lula vai continuar nos guiando", diz Miriam Belchior

por Brasil Econômico — publicado 03/01/2011 12h55, última modificação 03/01/2011 16h04
Acabou de terminar em Brasília a cerimônia de posse da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Dilma, Miriam Belchior

Por Pedro Venceslau*

Aconteceu nesta segunda-feira em Brasília a cerimônia de posse da ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Dilma, Miriam Belchior

Ao longo de seu discurso, ela chorou várias vezes, especialmente no momento em que prestou uma homenagem a seu ex-marido Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, que foi assassinado em 2002.

"O cargo que ocuparei a partir de hoje talvez tivesse sido ocupado por ele no governo Lula. O legado administrativo dele impregnou cada passo que dei no governo e continuará me influenciando".

A ministra também se emocionou muito e foi às lágrimas ao agradecer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Agradeço ao presidente Lula pela oportunidade única de ter participado do seu governo em posição extremamente privilegiada. Gostaria de dizer também que ele vai continuar nos guiando".

Miriam prometeu continuar valorizando os servidores públicos e criticou indiretamente a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O ministro Paulo Bernardo e sua equipe consolidaram iniciativas que se iniciaram com os ministros Guido Mantega e Nélson Machado. Eles interromperam a política de desmonte do Estado brasileiro, garantindo que órgãos que estavam impedidos de cumprir sua missão institucional pela exiguidade de quadros técnicos qualificados recuperassem sua capacidade de formular políticas públicas exitosas no governo do presidente Lula".

A ministra prometeu, ainda, buscar a melhoria da qualidade do gasto público. "Acredito que os gastos de custeio não podem ser simplesmente satanizados. Não abriremos mão de prestar serviços públicos à população, pois assim determina a nossa Constituição. Tenho a convicção, no entanto, de que isso pode ser feito com maior eficiência".

*Matéria publicada originalmente no Brasil Econômico

registrado em: