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Política

30 anos da CUT

Lula se compara a Lincoln e critica a imprensa

por Redação Carta Capital — publicado 27/02/2013 14h54, última modificação 27/02/2013 15h05
O petista disse que a imprensa bate nele como faziam com o ex-presidente norte-americano

Em discurso no evento de comemoração aos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a imprensa e disse enfrentar uma situação parecida com a de Abraham Lincoln quando governou os Estados Unidos nos anos 1860.

“Eu estava lendo o livro do Lincoln. E fiquei impressionado como a imprensa batia nele em 1860, igualzinho bate em mim, e o coitado não tinha computador. Sabe o que ele fazia para saber de notícias? Ia para o telégrafo, ficava numa sala esperando. Nós aqui poderemos xingar um ao outro em tempo real. Quantos aqui já estão no telefone, (dizendo que) o Lula está falando demais? Quantos já estão tuitando aí?."

O empenho do presidente norte-americano para abolir a escravidão no país em 1865 foi retratado recentemente pelo diretor Steven Spielberg em seu filme Lincoln, líder de indicações ao Oscar deste ano. No mesmo discurso, Lula defendeu que os sindicalistas organizem seus próprios canais de comunicação, como TV, rádios, jornais e blogs. “Eles [veículos da grande imprensa] não gostam de mim, não vão me dar espaço mesmo,” disse Lula.

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Um dos fundadores da CUT, Lula afirmou que "o alto grau de conscientização política do trabalhador" foi a maior conquista da história da Central. Ao relembrar seu tempo de líder sindical, o ex-presidente lembrou que muitas vezes “tínhamos que falar grosso até demais para subir um degrau muito pequeno”, mas que hoje a situação é completamente diferente.

Lula citou o exemplo dos Estados Unidos, onde recentemente ele visitou a central dos trabalhadores na indústria automotiva e aeroespacial, a CAW. “Nos Estados Unidos, a Nissan, que é dirigida por um brasileiro, não permite que seus trabalhadores se sindicalizem, esta é a luta deles. Não é El Salvador, não é Nicarágua, não é a Namíbia, é nos EUA onde muitos trabalhaodres em muitos locais são proibidos de se sindicalizarem”.

O ex-presidente encerrou sua fala estimulando os sindicalistas a viajarem o Brasil para conhecer in loco as especificidades e as demandas de cada região. “Temos que fortalecer ainda mais a CUT. O Brasil não saberia mais como viver sem a CUT”.

 

Com informações do Instituto Lula