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Luiz Fux toma posse e diz não ter medo de julgar Lei da Ficha Limpa

por Agência Brasil publicado 04/03/2011 10h21, última modificação 04/03/2011 10h21
Apesar de não opinar sobre a lei, pois isso poderia invalidar seu voto, Fux já afirmou em ocasião anterior que a lei é um "avanço em prol da moralidade”. Por Débora Zampier

Por Débora Zampier*

Brasília – Em uma cerimônia disputada, com mais de 4 mil convites expedidos, o ministro Luiz Fux assumiu nesta quinta-feira 3 a 11ª vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). A solenidade durou exatos 10 minutos e contou apenas com um roteiro protocolar, mas os cumprimentos começaram por volta das 16h30 e ainda não terminaram.

Perguntado se sente alguma pressão pelo fato de ser o voto de desempate no julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa, Fux disse que está tranquilo e pronto para decidir. “Para mim, não tem problema nenhum, trabalho há 35 anos nessa atividade de julgar”. Apesar de não opinar sobre a lei, pois isso poderia invalidar seu voto, Fux já afirmou em ocasião anterior que a lei é um "avanço em prol da moralidade”.

O ministro disse que não se chateou com a ausência da presidenta Dilma Rousseff, responsável por sua indicação. Segundo a assessoria do Planalto, o compromisso não estava na agenda de Dilma e não havia previsão de que a presidenta fosse ao evento. Outra ausência sentida foi a do ministro Joaquim Barbosa, que já não havia participado da sessão do STF ontem à tarde.

Fux foi o primeiro ministro do STF indicado na gestão de Dilma Rousseff. Ele entrou na vaga deixada por Eros Grau após sua aposentadoria, em agosto do ano passado. Fux é o segundo magistrado de carreira a integrar o STF – o único até então era o atual presidente da Corte, Cezar Peluso. O novo ministro já sinalizou que se preocupará em julgar seguindo não apenas a lei, mas a sensibilidade.

A cerimônia foi prestigiada pelos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Marco Maia, pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo e da Defesa, Nelson Jobim, pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e por diversos ministros das cortes superiores, além de magistrados e advogados.

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