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Lideranças do movimento negro fazem ato para ressignificar o 13 de maio

por Redação — publicado 11/05/2013 10h03, última modificação 11/05/2013 10h05
Manifestação neste sábado 11, em homenagem ao dia da abolição da escravatura, reforçará reinvindicações de políticas públicas para a população negra oprimida nas periferias

A UNE-Afro Brasil, organização que promove cursinhos comunitários para jovens negros e pobres nas periferias da cidade de São Paulo, promove neste sábado 11 uma oficina de atualidades. Nela, se pretende discutir temas latentes acerca das questões educacionais e étnico-racionais no Brasil. O evento acontece em homenagem ao 13 de maio, dia da abolição da escravatura. “Buscamos ressignificar esse 13 de maio, não como o dia da abolição da escravatura, mas como um momento de reinvindicação e de denúncia pela abolição inacabada. Apesar do fim da escravidão, a cidadania continua a ser renegada ao povo negro”, diz Douglas Belchior, do Conselho Geral – Uneafro.

São esperados por volta de 600 estudantes, que participarão de oficinas de confecção de cartazes e debates. O principal tema será a educação, com discussões sobre a questão dos vestibulares, das cotas, e do PIMESP (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior), lançado pelas universidades públicas paulistas. Além disso, entrarão em pauta o racismo, o machismo, a homofobia, o genocídio da população negra nas periferias e a redução da maioridade penal. As atividades serão realizadas à partir das 9h da manhã, com concentração em frente ao Sindicato dos Químicos de São Paulo.

À partir das 13h será realizada uma marcha, que tem como ponto final a Praça da Sé, onde será realizado um Ato Político Cultural em conjunto com outros grupos e lideranças do movimento negro: Circulo Palmarino, Instituto Luiz Gama, MNU, Núcleo de Consciência Negra da USP, Paratodos, Tribunal Popular, Kilombagem, Levante da Juventude, Mães de Maio, Rompendo Amarras e Movimento Quilombo.

Será entregue uma carta de reinvindicações ao poder público, desde pontos específicos dos próprios cursinhos, até a pauta mais geral que se refere à necessidade do fornecimento de material didático nos cursinhos populares.

O Sindicato dos Químicos de São Paulo fica na Tamandaré 348 – Liberdade. A marcha seguirá até a Praça da Sé, onde às 15h será realizado um ato político cultural.

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