Você está aqui: Página Inicial / Política / Justiçamento e objetivos eleitorais

Política

Andante Mosso

Justiçamento e objetivos eleitorais

por Mauricio Dias publicado 26/05/2012 09h53, última modificação 26/05/2012 09h53
Colunista fala sobre a pressão no STF sobre o mensalão, fotos de Cabral e a confissão de Xuxa
Mensalão

Pressão. De quem, antes do Supremo, já julgou o chamado "mensalão"

Justiçamento I
Advogados dos réus do chamado “mensalão” reagiram à pressão sobre o Supremo Tribunal Federal, feita com o objetivo de acelerar o julgamento.

Desnudam a pressão organizada (ilustração). Desmascaram também a tese da prescrição, já consumada para o caso das penas mínimas, e mostram que a extinção de punibilidade só ocorrerá em 2015.

Justiçamento II
Todo esse movimento sustenta objetivos eleitorais da oposição. Por falta de alternativa ela mantém o foco na campanha moralista, malgrado os estragos que sofreu com o desmascaramento do senador Demóstenes Torres.

Por isso faz pressão para que o julgamento seja transformado em justiçamento, com o objetivo
de abalar o desempenho do PT nas eleições municipais.

Não mais que 20% da população brasileira, atestam várias pesquisas, está inteirada do assunto. E mesmo assim não dá prioridade ao tema.

Guerra florestal I
Ministros e assessores qualificados de Dilma falam com admiração do empenho da presidenta na busca de uma solução para encontrar um ponto de equilíbrio no projeto do Código Florestal.

A posição da presidenta pode ser interpretada assim: nem a ambição dos ruralistas, nem o preconceito dos verdes.

No domingo 20, ela comandou, das 2 da tarde às 10 da noite, uma reunião sobre o assunto.
Ao longo dos trabalhos, Dilma repetia o mantra: em dúvida, o projeto do Senado.

Guerra florestal II
Gleise Hoffman, ministra da Casa Civil, é o alvo de pressão dos ruralistas. No Paraná, eles dominam boa parte dos votos. Isso, talvez, antecipe a volta dela ao Senado.

Todo mundo nu
Por pressão do Supremo Tribunal Federal, a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) nasceu encarregada de administrar três fundos diferentes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A proposta inicial previa um fundo único para os três poderes. O STF foi movido pelo zelo em preservar a “intimidade” salarial.  Mas a revolucionária Lei de Acesso à Informação não deixará ninguém protegido.

Em  circulação
Ainda não ganhou versão definitiva a divulgação das fotos da arrasadora viagem do governador Sérgio Cabral a Paris.

Inicialmente, elas foram oferecidas, em São Paulo, a um jornal e a uma revista, mediante
o pagamento de 100 mil reais. Só depois disso chegaram às mãos do ex-governador Anthony Garotinho.

 

Freud explica?
Impressiona a corajosa decisão da milionária apresentadora de tevê Xuxa Meneghel de  revelar ter sofrido abuso sexual de um amigo do pai dela, de um homem que iria casar com a avó dela e, finalmente, de um professor.

O drama de Xuxa, ela diz, durou até os 13 anos de idade. Apenas três anos depois, em 1979, com 16 anos, ela apareceu por 5 minutos e 16 segundos no filme Amor Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri.

Em uma cena de extremo erotismo, Xuxa, como Tamara, violenta um menino de 12 anos, Hugo, representado por Marcelo Ribeiro, então com 14 anos. São insondáveis e imprevisíveis os labirintos da psique humana.

Vendada ou vendida?
O Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente o desembargador Rubem Dário Peregrino Cunha, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), integrante de um esquema  vergonhoso de corrupção. Sentenças favoreciam prefeitos que, em troca, retribuíam com vantagens financeiras.

É um flagrante de Têmis, a deusa da Justiça, vendida. Mas prevaleceu o voto do relator  conselheiro, o desembargador do Tribunal Federal de Recursos da 1ª Região (Brasília), Fernando da Costa Tourinho Neto. É um flagrante de Têmis vendada.

Consta no Processo Administrativo Disciplinar que, em ação penal relatada por Cunha, o filho dele exigiu, em nome do pai, 400 mil reais de um ex-prefeito do município baiano de São Francisco do Conde para obter uma decisão favorável.

Há uma curiosa conjunção baiana nesse caso: a ministra Eliana Calmon declarou-se impedida de votar. Tourinho Neto e Eliana são baianos, mas acima de tudo são inimigos figadais. Além disso, o desembargador punido também é da Boa Terra.