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Política

Chacina no Pará

Justiça solta mandante de crime

por Redação Carta Capital — publicado 02/09/2011 17h33, última modificação 02/09/2011 17h33
Marlon Lopes Pidde, que ficou foragido por 20 anos, mandou matar e torturar seis trabalhadores rurais, jogados depois em um rio

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) colocou em liberdade na última semana o fazendeiro Marlon Lopes Pidde, mandante de uma chacina na Fazenda Princesa em Marabá em 1985. No episódio, seis trabalhadores rurais foram torturados e depois assassinados.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional pela crueldade do crime, pois as vítimas foram sequestradas em suas residências e, depois de mortas, amarradas a pedras no fundo do rio Itacaiunas.

Os corpos foram encontrados cerca de uma semana após o crime e o caso acabou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, onde tramita um processo contra o Brasil.

Pidde teve a prisão preventiva decretada após a chacina quando vivia em Goiânia, mas não foi preso. Em 2006,  acabou detido em São Paulo usando um nome falso, após 20 anos foragido.

O processo

A defesa do fazendeiro alegou excesso de prazo de prisão, que durava quatro anos, para pedir sua liberdade.

O processo passou 22 anos no fórum da comarca de Marabá, mais quatro anos no Tribunal de Justiça para a análise de um pedido dos advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Secretaria Especial de Direitos Humanos para o desaforamento do caso, que ocorre quando um crime provoca comoção na população local, podendo prejudicar o julgamento em júri popular. Além de mais um ano para uma manifestação sobre um recurso da defesa de Marlon contra a mudança do julgamento para Belém.

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