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Política

Campinas

Justiça reabre investigações sobre morte do prefeito Toninho do PT

por Ricardo Carvalho — publicado 22/11/2010 16h17, última modificação 22/11/2010 16h41
Processo devolvido à Polícia aponta para crime comum. Família acusa motivações políticas

Processo devolvido à Polícia aponta para crime comum. Família acusa motivações políticas

As investigações sobre a morte do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, ocorrida em setembro de 2001, foram reabertas nesta sexta-feira 19. Já na próxima semana, o delegado seccional José Carneiro Campos Rolim Neto deve indicar quem apurará o caso.

O juiz José Henrique Torres, responsável pela primeira denúncia encaminhada pelo Ministério Público, defendeu a inexistência de provas suficientes para levar a júri Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, apontado como autor do disparo que matou o prefeito.

Segundo o processo, Andinho fugia da polícia quando disparou contra o carro de Toninho, que dirigia em baixa velocidade e, por isso, atrapalhava a fuga. Junto ao acusado, estavam outras três pessoas, mortas em um conflito com policiais de Campinas em Caraguatatuba, litoral norte paulista. Andinho está preso na Penitenciária de Presidente Bernardes, interior de São Paulo, por crimes de sequestro, formação de quadrilha e latrocínio.

A filha do prefeito, Marina Garcia Costa Santos, rejeita a tese de crime sem motivações políticas. “Já sabíamos que o caso seria reaberto desde 2008, o que só aconteceu agora devido a burocracia da Justiça. Após nove anos do crime, acho que ficou evidente não tratar-se de crime comum”. Segundo Marina, seu pai alterou contratos irregulares com empresas de recolhimento de lixo e de terceirização de merenda escolar, o que teria lhe teria rendido inimigos.

Marina acredita que, apesar de reabertas, dificilmente as investigações avançarão enquanto o caso não for federalizado. Desde a morte do prefeito, Roseana Garcia, viúva de Toninho, pede que a Polícia Federal assuma o processo. A solicitação foi encaminhada ao Procurador Geral da República pelo então ministro da Justiça Tarso Genro, mas o parecer ainda não foi concluído. “Se em nove anos a Polícia do Estado de São Paulo bate o pé na ideia de que foi um crime comum, acho difícil que começem a trabalhar em outra direção”.

Desde 2003, a família do prefeito mantém o site Quem matou Toninho?, com um abaixo assinado entregue as autoridades em defesa da federalização do caso, além de informações sobre as investigações e sua tramitação na Justiça.

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