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Política

Andante Mosso

Julgamento do 'mensalão' sob pressão

por Mauricio Dias publicado 09/08/2012 10h49, última modificação 09/08/2012 10h49
Seguindo a tradição, a imprensa fez o linchamento moral dos 38 réus.Resta o julgamento político no STF
andante

Em Botafogo. Ergue-se o resultado de uma demanda de 200 milhões. Foto: Adriana Lorete

Na pressão
Seguindo a tradição, a imprensa brasileira fez o linchamento moral dos 38 réus do chamado mensalão. Resta o julgamento político no Supremo Tribunal Federal.

Mas a oposição que buscava a decisão antes das eleições municipais de outubro sofreu
a primeira derrota. Não haverá decisão antes da eleição.

Negócios e...
Já é possível perceber a nova construção que se ergue ao lado da Fundação Getulio Vargas (FGV), um prédio de referência na Praia de Botafogo, no Rio.

É o início de uma torre de 20 andares, projetada por Oscar Niemeyer, que abrigará um gigantesco e moderno Centro de Convenções.

O edifício nasce após oito anos de luta judicial, travada por um consórcio formado por cinco grandes incorporadores vencedores de uma licitação.

... outros negócios
Superada essa fase, no entanto, a FGV solicitou revisão contratual com exigências  consideradas descabidas e, digamos, impróprias em boas negociações.

Os vencedores da licitação perderam o confronto para a Fundação e a construção foi iniciada rapidamente por nova construtora.

Agora, rola na Justiça uma ação indenizatória, por perdas e danos, no valor de 200 milhões de reais.

‘Multidinha’
Reapareceu, no domingo 29 de julho, o movimento anticorrupção na orla chique da zona sul carioca.

No registro insuspeito de O Globo havia 60 pessoas na manifestação. Que eles não se dispersem
até ser julgado, também no STF, o chamado mensalão mineiro.

Intenção de voto
As pesquisas de intenção de voto divulgadas nos próximos dias serão as últimas antes do horário eleitoral gratuito.

Só então, com a entrada do rádio e da televisão, em 21 de agosto, a competição começará de fato.

Iluminações
Jerson Kellman, presidente da Light, exibiu em palestra feita na Universidade Harvard (EUA) números com os efeitos positivos da eletrificação nas favelas cariocas após a reocupação e controle do poder público na área.

Os cálculos abrangem cerca de 650 mil consumidores. Nessas comunidades, as estimativas de perdas da fornecedora são cinco vezes as que ocorrem fora delas. A regularização do  atendimento, após reformas nas instalações externas e internas, projeta um retorno para a companhia em pouquíssimos anos.

O mais importante, no entanto, é a reação dos moradores à sua inclusão formal no processo econômico. Tornaram-se cidadãos ao se tornarem consumidores.

Memória: Biscaia
Sairá do prelo, nos próximos dias, a biografia política de Antonio Carlos Biscaia, ex-promotor  de Justiça no Rio de Janeiro. O livro é assinado pelo jornalista Marcelo Auler.

Biscaia marca o momento definitivo de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro  comandado pela cúpula dos bicheiros. Em 1985, no primeiro governo Brizola, como  procurador-geral, ele determinou a abertura de dois inquéritos para apurar a exploração dos  jogos e outro para apurar os crimes cometidos pelos bicheiros.

Houve, então, resistência do secretário de Polícia Civil, Arnaldo Campana. Campana alegou  que a política adotada era a de relegar “a um plano menos prioritário o ataque à   contravenção do jogo do bicho”. Isso, dizia, era posicionamento do governador.

Biscaia insistiu. Campana reclamou com Brizola, que chamou Biscaia e pediu que suspendesse o pedido, pois estava em plena campanha para a eleição de Saturnino Braga a prefeito. Biscaia não voltou atrás.

Assim começou a ruir o império dos bicheiros cariocas.