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Julgamento do "mensalão" não foi político, diz Aécio Neves

por Redação — publicado 18/11/2013 17h58, última modificação 19/11/2013 12h38
Decisão vai ao encontro da expectativa da sociedade, diz senador. Para FHC, presidente no evento, a Justiça hoje começa a ser feita
Orlando Brito/Flickr Aécio Neves
Aécio Neves PSDB FHC

Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso concedem coletiva à imprensa em evento do PSDB em Poços de Caldas (MG)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou nesta segunda-feira 18, em evento do partido realizado em Poços de Caldas, a nota oficial do PT sobre a prisão dos condenados do "mensalão". A nota afirmava que o julgamento foi "nitidamente político" e criticava o “casuísmo jurídico” das prisões imediatas.

"Acho que não contribui para a democracia um partido político querer transformar um julgamento, da forma que foi feito, e que, inclusive, absolveu vários dos réus, em um julgamento político. Não foi um julgamento político", disse.

O provável candidato tucano às eleições de 2014 acrescentou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decretar a prisão de 12 condenados no caso "vai ao encontro de uma grande expectativa da sociedade brasileira, que era a punição não de A ou B, escolhido politicamente, mas daqueles sobre os quais recaíam provas contundentes". Mas ponderou ao dizer que ninguém "comemora prisões nem comemora o sofrimento de quem quer que seja".

Participaram do evento do PSDB na cidade mineira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, entre outras lideranças do partido.

No encontro, de acordo com o site do jornal O Estado de S.Paulo, FHC comemorou a decisão do Supremo e fez uma crítica aos condenados. "Hoje vejo que a Justiça começa a se fazer. Aqueles que foram alcançados por ela tentaram transformar a Justiça em um instrumento de sua própria história de uma revolução que não fizeram e, em nove de ideais que não cumpriram, querem descumprir a Constituição", disse.