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Política

Queda de braço

Jorge Viana assume relatoria do Código Florestal no Senado

por Redação Carta Capital — publicado 31/05/2011 20h22, última modificação 03/06/2011 14h54
Após derrota na Câmara, governo federal emplaca petista ligado a Marina Silva em uma das três comissões sobre o projeto de lei. Foto: Agência Senado
Queda de braço no Senado

Após derrota na Câmara, governo federal emplaca petista ligado a Marina Silva em uma das três comissões que vão analisar o projeto de lei. Foto: Agência Senado

Escaldado pelo que considerou uma traição do aliado PMDB durante a votação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, o governo federal conseguiu emplacar um petista como um dos três relatores do projeto de lei no Senado. O ex-governador do Acre Jorge Viana é quem vai assumir o cargo na comissão de Meio Ambiente. As próximas trincheiras devem ser travadas agora para indicar quem ocupará as cadeiras nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Agricultura - para os ruralistas, o nome favorito para a CCJ seria o de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

Após o anúncio, Viana afirmou que vai trabalhar para melhorar o texto aprovado em 24 último pelos deputados, levando em conta possíveis sugestões do Planalto. Antes de ser oficializado na relatoria, o senador participou de uma reunião, na manhã de terça-feira 31, com sua aliada e amiga, a ex-senadora Marina Silva (PV). No encontro, do qual participaram ao menos 10 senadores – entre eles Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Taques (PDT-MT) e também os deputados Sarney Filho (PV-MA) e Chico Alencar (PSOL-RJ) -, foram discutidas alterações no texto para preservar o meio ambiente. No encontro, Marina teria pedido engajamento para que os parlamentares fizessem alterações no texto aprovado na Câmara, que tirou do governo federal a atribuição de decidir quais tipos de cultura serão permitidos em áreas de proteção permanente.

Jorge Viana, assim como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que a votação não deve ser apressada e defendeu mudanças no projeto nos pontos polêmicos, como a participação dos estados na regularização ambiental e na anistia aos desmatadores até 2008. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Viana disse também que as regras gerais devem ser estabelecidas pelo governo federal e que, em relação à anistia, aproveitaria algo do texto aprovado na Câmara.

O PMDB, em tese o maior aliado do governo no Congresso, já se movimenta para anular as possíveis alterações no projeto feitas por Viana. Integrantes da legenda querem que a Comissão de Meio Ambiente seja a primeira a analisar o projeto, que passaria então pelas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Agricultura. A ordem da análise é que vai decidir a versão final do projeto que será apreciado, por fim, pelos senadores em plenário.

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