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Política

"Mensalão"

Jefferson rebate Valério: “A credibilidade do carequinha é zero”

por Redação Carta Capital — publicado 11/12/2012 14h17, última modificação 11/12/2012 20h51
Para o delator do esquema, delação premiada é "coisa de canalha"
Marcos Valério

O empresário Marcos Valério. Foto: Marcelo Prates/Hoje em Dia/AE

O ex-deputado federal Roberto Jefferson ironizou, nesta terça-feira 11, o depoimento dado pelo empresário Marcos Valério à Procuradoria Geral da República em que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo do "mensalão". Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo revelou que, em setembro, o publicitário condenado a 40 anos por crimes como corrupção ativa e formação de quadrilha disse ao Ministério Público que o dinheiro desviado no esquema serviu para pagar contas pessoais do ex-presidente.

Em nota publicada em seu site, Jefferson, também condenado pelo Supremo Tribunal Federal, disse que Valério está magoado e que delação premiada é "coisa de canalha". “A credibilidade do carequinha (...) já transitou em julgado, é zero”, escreveu.

Valério, condenado por cinco crimes no Supremo, esperou sete anos para jogar o ex-presidente no centro do escândalo do qual é apontado como “operador”.

Jefferson, o delator do esquema, publicou duas notas em seu site ainda nesta terça-feira 11. Abaixo, a íntegra das duas postagens:

Peripécias de um jogador

Com as luzes do julgamento do mensalão prestes a apagar, pelo menos por ora, o depoimento sigiloso, prestado a título de delação por Marcos Valério, é vazado ao "Estadão". Valério foi ouvido por duas procuradoras da República depois de ter sido condenado a 40 anos de prisão pelo STF. Magoado, ele envolve Lula diretamente no esquema de seus empréstimos, inclui o caso do prefeito Celso Daniel na história e tempera tudo com uma ameaça de morte que teria recebido do PT. A credibilidade do carequinha, no entanto, já transitou em julgado, é zero. 

Não convenceu 

A história contada por Marcos Valério às procuradoras não me pareceu crível. Ele pode provar o que disse? Além do mais, delação premiada para salvar o próprio coro é coisa de canalha.