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Investigação sobre cartel deve ser feita "doa a quem doer", diz Carvalho

por Agência Brasil publicado 17/08/2013 16h56, última modificação 17/08/2013 16h59
O secretário-geral da Presidência afirma que as relações das estatais com empresas que teriam formado cartel também devem ser investigadas
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse neste sábado 17 que a investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as empresas suspeitas de fazer parte do cartel do metrô e de trem deve ser feita em todos os níveis de governo e estados.

“Doa a quem doer, a investigação tem que ser feita em qualquer estado ou país”, disse sobre uma possível investigação de contratos de estatais com as empresas suspeitas de integrarem cartel nas licitações de metrô e trem em São Paulo e no Distrito Federal. O ministro deu a declaração ao participar de um evento no Palácio do Planalto para parentes de funcionários e profissionais terceirizados.

Carvalho destacou que a CGU tem condições para fazer uma investigação idônea, sem pressões políticas. “A CGU nos orgulha muito pela independência e seriedade com que ela trabalha. Agora, o foco evidentemente não está no governo federal. Está em São Paulo. Vamos esperar as investigações transcorrerem e depois seja julgado e condenado quem deve”.

A CGU informou nesta semana que vai propor a notificação da empresa Siemens para que preste esclarecimentos sobre denúncias de formação de cartel nas licitações do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A empresa faz parte do Cadastro Pró-Ética, mantido pela CGU, que faz exigências para adesão e permanência na lista, como não se envolver em denúncias capazes de gerar questionamentos quanto ao compromisso da empresa com a ética e a integridade. O comitê gestor do cadastro é que avaliará a possível exclusão da Siemens.

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