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Política

Dilma Rousseff

Informação de qualidade para uma sociedade livre

por Redação Carta Capital — publicado 01/11/2011 08h14, última modificação 01/11/2011 11h01
Em discurso, Dilma presta homenagem a CartaCapital e seu diretor, Mino Carta
Dilma critica solução recessiva da União Europeia

Em sua fala, Dilma prestou homenagem ao antecessor. Foto: Fernanda Amaral

Em discurso para os principais empresários do País, durante evento de entrega do prêmio As Empresas Mais Admiradas no Brasil, promovido por CartaCapital, a presidenta Dilma Rousseff prestou uma homenagem à revista e a seu fundador, o jornalista Mino Carta, ao falar do “papel estratégico da informação de qualidade na construção de uma sociedade livre e democrática”.

O evento foi realizado na noite de segunda-feira 31, em São Paulo. Após discursar, a presidenta seguiu para a França, onde se reúne, durante a semana, com os líderes do G20, grupo das principais economias mundiais, para discutir soluções para a crise internacional.

“Quero fazer um reconhecimento ao sucesso da revista CartaCapital e à atividade profissional de seu diretor. Mino Carta tem – e nós todos aqui sabemos disso – uma trajetória ímpar. Porque todo projeto do qual ele participa torna-se uma publicação bem sucedida e respeitada, mesmo que depois, a partir de um certo tempo, quando ele já a criou, ele se afaste. Foi assim com a Quatro Rodas, com o Jornal da Tarde, com a Veja, com a Isto É, e agora com essa filha dileta da qual, há 17 anos, ele não se afasta: CartaCapital.”

Dilma lembrou que Mino Carta “sempre diz que os jornalistas e mesmo as publicações jornalísticas não estão errados se assumirem publicamente sua posições em política, desde que respeitem, nos relatos que fizerem, a verdade dos fatos”. E acrescentou: “Nisso ele não está sozinho. Grandes publicações internacionais têm esse tipo de conduta e esse posicionamento. É o caso do New York Times”.

A presidenta lembrou também de uma tese defendida pelo fundador de CartaCapital segundo a qual o jornalista deve ter “espírito crítico” e os jornais e revistas devem se qualificar “para atuar como os fiscais de todo e qualquer poder”. “CartaCapital, coerente com esses princípios, nunca escondeu do leitor posições editoriais."

A menção foi feita antes de a presidenta lembrar que há mais de duas décadas o Brasil vive uma “democracia plena, com liberdade de expressão e de imprensa sem restrições”. Ela aproveitou o momento para citar dois projetos aprovados na semana passada que, segundo ela, representaram “passos decisivos para solidificar esse ambiente democrático que remonta ao surgimento do nosso Estado democrático de Direito”.

“As leis de acesso a informações públicas e a criação da Comissão da Verdade permitirão tornar o Estado brasileiro mais transparente, e o conhecimento da nossa história, sobretudo aquela construída nos momentos de exceção durante a ditadura militar”.

Dilma, que durante o regime militar foi perseguida, presa e torturada, concluiu o raciocínio dizendo que “a memória e a verdade são a garantia para que as gerações futuras possam dizer sobre aquele período: ‘nunca mais’”. “É apenas isso: memória e verdade”, disse.

A presidenta parabenizou ainda as empresas e líderes empresariais escolhidos como os mais admirados no Brasil dizendo que o prêmio era ainda mais valioso por se tratar do “reconhecimento de seus pares”.