Você está aqui: Página Inicial / Política / Haddad paz e amor

Política

Eleições 2012

Haddad paz e amor

por Soraya Aggege — publicado 21/07/2011 12h00, última modificação 22/07/2011 11h22
Lula adota analogias com as campanhas que venceu em 2002 e 2010 para ungir a pré-candidatura do ministro da Educação a prefeitura de São Paulo
Haddad paz e amor

Lula adota analogias com as campanhas que venceu em 2002 e 2010 para ungir a pré-candidatura do ministro da Educação a prefeitura de São Paulo. Foto: Dida Sampaio/AE

O ex-presidente Lula decidiu mergulhar de cabeça nas articulações para as eleições de 2012. Nas próximas semanas ele deve iniciar conversas com a base aliada. Lula não planeja se envolver nas relações dos aliados com Dilma Rousseff, mas quer evitar rachaduras graves na aliança partidária. Cobrará pragmatismo nas composições, com mira já nas disputas estaduais e presidencial de 2014. A prioridade é uma quase obsessão petista: a reconquista da Prefeitura de São Paulo. Lula traçou o estratagema para a capital. Vai apostar em duas analogias com as campanhas vitoriosas de 2002 e 2010: “Lulinha paz e amor”, associada a um “nome novo com capacidade de gestão”.

Além de repetir a estratégia que usou na sua sucessão, quando apresentou a novidade Dilma pelo perfil de administradora, Lula quer reeditar a fórmula “paz e amor” de 2002. Fernando Had-dad, o ministro da Educação, é o gestor de perfil conciliador para encarnar a dupla analogia em São Paulo. “Existe a discussão, realmente, mas ainda há muita água para rolar”, admitiu Haddad, que teve duas reuniões com Lula sobre sua pré-candidatura.

A água citada pelo ministro é o caudaloso processo interno do PT. Como Dilma, ele não pertencia ao quadro de candidatáveis petistas até ser descoberto por Lula. Ele sabe que não bastará ser ungido. Terá de convencer todo o partido, enquanto cumpre, sem direito de escorregar, suas tarefas de ministro. Se acertar e sobreviver a possíveis ataques vindouros, dificilmente enfrentará prévias. A maioria absoluta do PT não votaria contra a vontade de Lula e Dilma, que já teria aceitado liberar o ministro.*

*Confira a íntegra da matéria na edição 656 de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 22

registrado em: