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Haddad: Não se deve tratar USP como 'Cracolândia'

por Redação Carta Capital — publicado 08/11/2011 14h38, última modificação 08/11/2011 15h12
Ministro da Educação criticou a interação entre a PM e a comunidade universitária; mas também se disse contra a ocupação

O ministro da Educação Fernando Haddad declarou, nesta terça-feira 8, que não se pode tratar o campus da USP como se fosse uma 'Cracolândia', nem o inverso. Para o ministro, a interação entre a Polícia Militar e a comunidade universitária precisa ser repensada.

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O ministro fez uma vistoria no antigo complexo hospitalar onde há vários prédios desativados, para que seja avaliada a possibilidade de instalar no local uma universidade em parceria com a União, o governo paulista e prefeituras de cinco municípios da região: Franco da Rocha, Cajamar, Caieiras, Francisco Morato e Mairiporã, com uma população estimada de 600 mil pessoas.

Apesar de crítico a ação da PM, Haddad afirmou ser contra a ocupação de prédios públicos com fins políticos.Para ele, a ocupação da administração da USP é fruto da ação de minorias, que tentam criar um fato político, sem resultados.

Ao mesmo tempo, a Cracolândia, região do centro ocupada por usuários de crack, vive um momento delicado. Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, a rua Helvetia teria sido fechada para "moradia" dos dependentes químicos, fechada para o resto da população. Medidas como a internação compulsória são outros pontos de polêmica.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin também criticou a atuação dos estudantes que ocuparam a reitoria da universidade. Para o político, alunos precisam de 'aula de democracia'. Alckmin argumentou que ninguém está acima da lei e que é necessário que patrimônio público seja respeitado. Por fim, o governador reforçou sua crença na presença da PM no campus. Para ele, a PM fora do campus fazia sentido no período da ditadura militar, mas agora momento é outro.

Nesta manhã, um contigente da Tropa de Choque da PM cumpriu um pedido da Justiça de reintegração de posse da reitoria da Universidade de São Paulo, ocupada desde o dia 1 de novembro por estudantes da instituição. Para isso, a PM prendeu cerca de 70 alunos que se recusaram a sair. Os detidos foram levados para a 91ª DP, onde aguardam dentro de um ônibus desde as 7h30.

No dia 27 de outubro, a autuação de três alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas por porte e consumo de maconha pela Polícia Militar iniciou uma onda de protestos dos estudantes, que exigiram a liberação dos três. Depois de confrontos com PM, estudantes decidiram ocupar a administração da faculdade. No dia 1º, movimento se mudou para a reitoria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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