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Política

Dia do Orgulho Hétero

Hackers atacam site de Apolinário

por Matheus Pichonelli publicado 04/08/2011 14h47, última modificação 04/08/2011 16h45
Em protesto contra a proposta do vereador, autores lembram perseguição contra gays o acusam de incitar o ódio
Hackers

Em protesto contra Dia do Orgulho Hétero, hackers invadiram o site do vereador Carlos Apolinário (DEM-SP), autor da proposta

Atualizada às 16h40

Dois dias após ver aprovado pela Câmara Municipal o seu projeto de lei que institui o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade de São Paulo, o vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) teve seu site invadido por hackers que se opõe à proposta.

Quem acessasse a página eletrônica do parlamentar na tarde de quinta-feira 4 encontraria uma espécie de manifesto sobre um fundo preto com os dizeres: “No Brasil, um homossexual é morto a cada 36 horas, esse tipo de crime aumentou 113% nos últimos cinco anos. Em 2010, foram 260 mortos. Apenas nos três primeiros meses deste ano foram 65 assassinatos”.

Os hackers escreveram também que o projeto do vereador, que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab, contribui para a “propagação de ódio e discriminação”. “Desde o genocídio da Segunda Guerra até os massacres de Oslo e Utoya, aqueles que pregam a superioridade de uns sobre outros são responsáveis pelas ações mais condenáveis da história da humanidade”, diz o manifesto.

A ação, que acontece após o projeto provocar polêmica entre defensores e opositores da ideia - e ficar entre os assuntos mais comentados em redes sociais, como o Twitter - foi reivindicada por um grupo denominado “figli tariki shmotov - RedHack_Brasil”.

O site voltou ao ar por volta das 16h. Nos destaques da página, tudo como antes, inclusive a chamada para um artigo no qual o vereador declara: "Ser gay é um direito, não um privilégio".

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