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Governo espera diminuir dívida pública para 30% do PIB até o fim de 2014, diz Mantega

por Agência Brasil publicado 07/12/2010 10h25, última modificação 07/12/2010 10h28
O ministro da Fazenda também defendeu a mudança do parâmetro de indexação para o reajuste do preço de serviços, aluguéis e contas de luz

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

O governo federal trabalhará para reduzir a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos quatro anos. Segundo expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a dívida deverá ser de 41% do PIB este ano. Mas, até o final do governo Dilma Rousseff, em 2014, essa taxa deverá cair para cerca de 30%. A declaração do ministro foi feita durante o debate promovido pela CartaCapital no Rio de Janeiro "2011-2014: O Brasil e o novo ciclo de desenvolvimento" que termina na tarde desta terça-feira.

“Nossa dívida vem caindo desde 2002 e continuará caindo. Uma meta é chegar ao final do próximo governo em algo como 30%, o que é muito bom, porque os demais países estão com aumento da dívida. A dívida pública está crescendo em todo lugar: Estados Unidos, União Europeia, etc., enquanto isso, estamos diminuindo nossa dívida.”

Durante o governo Dilma, segundo Mantega, a expectativa é que a economia cresça a uma média anual de 6,1%.

O ministro também defendeu a mudança do parâmetro de indexação para o reajuste do preço de serviços, aluguéis e contas de luz. Segundo Mantega, o governo quer, gradativamente, substituir o Índice Geral de Preços (IGP), da Fundação Getulio Vargas, por outros como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Mantega, o IGP sofre influência dos preços das commodities (matérias-primas cujos preços são fixados pelo mercado internacional). Mantega disse que, ao refletir preços internacionais, o IGP acaba trazendo distorções para o reajuste de preços dentro do país.

“Por exemplo, quando se fizeram as privatizações na área de energia, os contratos foram feitos com o IGP. À medida que estão vencendo esses contratos, ou novos contratos estão sendo realizados pelas novas concessões, não estamos mais usando o IGP, estamos usando outros indicadores, porque aí fica uma inflação mais estável e mais brasileira”, destacou.

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