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Política

Sob suspeita

Governadores unem discurso em defesa de Palocci

por Redação Carta Capital — publicado 23/05/2011 18h38, última modificação 24/05/2011 12h19
Jaques Wagner, da Bahia, disse temer uma “banalização” de CPI. Marelo Déda, do Piauí, vê "questão política" no caso
Encontro de governadores

Governadores petistas durante encontro em Brasília

Às vésperas de um dos principais embates do governo Dilma Rousseff no Congresso, e em meio às pressões sobre Antonio Palocci, o PT unificou o discurso em defesa do ministro da Casa Civil após encontro de governadores realizado nesta segunda-feira 23, em Brasília.

A reunião, que tinha como mote temas como reforma política, Copa do Mundo e combate à miséria, serviu para que os governadores petistas Agnelo Queiroz (DF), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tarso Genro (RS) e Tião Viana (AC) colocassem o caso Palocci em pauta e tentassem minimizar as suspeitas de enriquecimento ilícito sobre o ex-deputado.

O governador baiano tomou a dianteira em favor do ministro. Segundo ele, a oposição faz seu papel ao tentar convocar Palocci para prestar esclarecimentos no Congresso, mas disse temer uma “banalização” de instrumentos como a CPI. Para Wagner, os esclarecimentos devem ser feitos à Receita Federal e ao Ministério Público.

Para Jaques Wagner, trata-se de uma “ilação” a suspeita de que o crescimento do patrimônio de Palocci, observado nos últimos dois meses de 2010, ano de eleições, tenha referência a eventuais sobras da arrecadação de campanha. O ministro foi o principal coordenador da campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff e chefiou a equipe de transição do governo.

Já o governador de Sergipe minimizou a “blindagem” em torno do homem-forte do governo Dilma. Segundo ele, Palocci tem manifestado intenção de esclarecer o caso e agiu corretamente ao incluir a variação patrimonial em seu Imposto de Renda.

“Não está se tratando de um crime fiscal, por isso a ida do ministro ao Congresso, ou não, é mais uma questão política da oposição. Convocar o ministro para explicar o IR é pratica da oposição”, disse Déda.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, que também participou do encontro, ocorrido na residência oficial do governador do Distrito Federal, disse que o caso Palocci foi apenas mencionado durante a reunião.

O resultado do encontro foi a elaboração da “Carta de Brasília”, em que os governadores manifestam apoio às ações do governo federal, como para a contenção da inflação e a erradicação da pobreza. O documento não faz referência à crise política causada com a revelação da evolução do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil.

“A reunião não foi feita para tratar do assunto. Mas foi mencionado devido a relevância. Considero que o governo está tratando o caso da melhor forma possível”, disse .

Com informações da Agência Brasil

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