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Governador se encontra com líder religiosa torturada

por Bruno Huberman — publicado 10/11/2010 16h16, última modificação 10/11/2010 16h16
Sem-terra, negra e adepta do candomblé, Bernadete Ferreira foi torturada por PMs dentro de assentamento do INCRA

Sem-terra, negra e adepta do candomblé, Bernadete Ferreira foi torturada por PMs dentro de assentamento do INCRA

“A tortura é cultural e corriqueira”. Essas são as palavras do policial militar da Bahia Maurício Lopes Lima, acusado de torturar a líder religiosa do Candomblé Bernadete Souza Ferreira. Bernadete relata ter sido algemada, arrastada pelo cabelo e jogada num formigueiro por homens da PM no dia 23 de outubro. Ela teria pedido explicações aos policiais para a invasão do Assentamento Dom Hélder Câmara, que coordena em Ilhéus, em área sob jurisdição do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Nesta quarta-feira 10, o governador Jaques Wagner (PT) irá se encontrar com Bernadete, que também é militante do Movimento Negro Unificado, e uma comissão de entidades, entre elas a União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Os policiais ainda cercam a comunidade de Banco do Pedro, onde a militante mora junto de mais 26 famílias de Sem-Terras, num total de 90 pessoas. A PM alega que teria invadido o local procurando por um homem portando drogas que teria se escondido na comunidade. Bernadete conta que enfrentou verbalmente os policiais, que alegaram desacato a autoridade e começaram a seção de tortura.

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