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Oriente Médio

Erdogan contraria grupo islâmico

por Redação Carta Capital — publicado 14/09/2011 11h31, última modificação 14/09/2011 11h34
Líderes da Irmandade Muçulmana do Egito rechaçaram interferência que o premier tem feito no mundo árabe e no país

A Irmandade Muçulmana, principal grupo islâmico do Egito, se mostrou contrariada com a liderança que o Primeiro-Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan tem construído no Oriente Médio, segundo o jornal israelense Haaretz. Erdogan realiza uma turnê pela região e já há algum tempo se coloca em um papel de intermediário dentro do mundo árabe.

Na terça-feira 13, o político afirmou que irá apoiar o reconhecimento do Estado Palestino na ONU. O país também foi um dos protagonistas no processo de negociações do Irã. O grupo islâmico afirma que a Turquia não deveria dominar o Oriente Médio e fez uma recepção bastante reservada ao ministro, apesar de reconhecer Erdogan como um líder proeminente. Mas não aceita que o país sozinho conduza a região para o futuro.

A atuação do grupo é dividida. Enquanto os jovens nutrem admiração pelo político turco, os veteranos rechaçaram seu crescimento na política externa regional. Em seus discursos, Erdogan tenta promover a democracia na região. O modelo turco tem sido usado para organizar o processo eleitoral depois da queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro.

Um oficial turco frisou que o país quer ajudar e não impor tendências. Essam el-Erian, um dos líderes do movimento, contrapôs que os estados árabes não precisam de projetos externos, mas de processos que partam do interior do país para a construção de um regime democrático.

Na última semana, o premier turco cortou relações diplomáticas com Israel, devido ao ataque promovido por Israel a barco, que deixou 9 turcos mortos em 2010. Pouco depois, manifestantes egípcios invadiram embaixada do país no Cairo, forçando a fuga do embaixador israelense do país.

Erdogan afirmou que a questão palestina é central no mundo árabe e demonstrou apoio aos países que tentam derrubar seus ditadores: Tripoli (Líbia), Damasco (Síria) e Sanaa (Yemen).

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