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Política

Câmara dos Deputados

Empresa de assessor de Henrique Alves recebeu R$ 1,2 mi do Dnocs

por Redação Carta Capital — publicado 14/01/2013 11h34, última modificação 14/01/2013 11h36
Órgão federal é controlado pelo deputado do PMDB, favorito na disputa pela presidência da Câmara

A empresa de um assessor de Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara e favorito para se eleger presidente da Casa em fevereiro, voltou a ser destaque nesta segunda-feira 14. A Bonacci Engenharia e Comércio Ltda, que tem como sócio Aluizio Dutra de Almeida, recebeu ao menos 1,2 milhão de reais do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), órgão federal controlado politicamente pelo deputado. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O órgão, ligado ao Ministério da Integração Nacional, teve os dois últimos diretores-gerais indicados por Alves. Tanto o atual, Emerson Fernandes Daniel Júnior, quanto o antecessor  Elias Fernandes são do Rio Grande do Norte, base política do peemedebista.

Almeida é assessor de Alves na Câmara desde 1998, além de tesoureiro do PMDB em Natal, partido comandado pelo deputado.

A verba foi liberada por indicação de Alves junto ao governo federal. O dinheiro veio de repasses para o combate a desastres por meio de convênios com as cidades Alto do Rodrigues, São João do Sabugi e Coronel Ezequiel. As obras incluíam parcerias com o Dnocs, construção de casas e barragens. Todas as cidades são no Rio Grande do Norte e comandadas pelo PMDB.

O jornal também afirmou, no domingo 13, que a empresa do assessor foi contratada por ao menos três prefeituras do estado com repasses do gabinete de Alves. Os três contratos nas cidades potiguares de Campo Grande, São Gonçalo do Amarante e Brejinho somam cerca de 530 mil reais para obras como construção de uma praça e pavimentação de ruas. Alves negou irregularidade e Almeida afirmou ter participado de licitações.

Contas no exterior

O deputado é acusado, desde 2004, pelo Ministério Público Federal de enriquecimento ilícito em um processo de improbidade administrativa. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo deste domingo, Alves conseguiu adiar a quebra de seu sigilo fiscal e bancário e de suas empresas há dois meses.

O caso tem base em informações do processo de separação judicial do deputado e Mônica Infante de Azambuja. A ex-esposa do peemedebista o acusou de manter 15 milhões de dólares em contas irregulares no exterior quando pleiteava sua pensão alimentícia.

Essa disputa judicial tirou de Alves, em 2002, a indicação ao posto de candidato a vice-presidente na chapa liderada pelo tucano José Serra na corrida pelo Planalto daquele ano.

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