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Política

Greve no Rio

Em passeata, Bombeiros e PMs prometem manter greve no Rio

por Agência Brasil publicado 12/02/2012 10h38, última modificação 06/06/2015 18h21
Entre as reivindicações estão o estabelecimento de um piso salarial de 3,5 mil reais e a libertação de liderança detida
PM-Rio

Embora tenha reivindicações justas, “é inconcebível uma greve armada em uma sociedade democrática”. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Mesmo com a presença de poucos bombeiros e policiais militares, os grevistas mantiveram o ato de repúdio às prisões de militares acusados de incitar o movimento. A manifestação começou com uma hora de atraso.

Os bombeiros e os policiais militares, em greve desde o fim da semana passada, vão definir a manutenção do movimento em uma assembleia após a caminhada. A expectativa é que anunciem a decisão no início da tarde.

O sargento Paulo Nascimento, um dos líderes dos bombeiros, garantiu que, pela categoria, a greve deve continuar. “Nossa preocupação é manter a greve dentro da normalidade. Estamos com mais de 30% dos atendimentos sendo feitos”, disse.

Pelo lado da Polícia Militar, o movimento também deverá ser mantido. O sargento Sandro Barbeiro Costa defendeu a continuidade da greve desde que seja garantido o atendimento à população. “A PM mantém o movimento pacífico desde o início e hoje pede o fim das prisões arbitrárias. Não entendemos o porquê de as prisões serem feitas em um complexo penitenciário.”

Cristiane Daciolo, mulher do cado do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde a noite de quarta-feira, 8, no Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, disse que amanhã (13) terá um posicionamento da Defensoria Pública do estado sobre a transferência do marido para um presídio militar.

 

Segundo ela, dois pedidos de habeas corpus já foram negados e, se não tiver um retorno positivo da defensoria, vai busca apoio do governo federal, em Brasília. “[Dependo da resposta] Na terça-feira, estarei em Brasília com um grupo de mulheres de militares.”

Cristiane disse que o marido está há cinco dias em greve de fome e garantiu que não há qualquer movimento político por parte do cabo Daciolo e de outros bombeiros para deflagrar uma manifestação contra o governo local.

Ela também descartou que o movimento tenha sido enfraquecido com a saída, ontem (11), da Polícia Civil. “Estamos nesta luta há nove meses, sem a Polícia Civil e sem a Polícia Militar. Os bombeiros vem lutando sozinhos e não vamos parar.”

Entre as principais reivindicações dos militares, estão o estabelecimento de um piso salarial de 3,5 mil reais e a libertação do cabo Daciolo.

 

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

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