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Em greve, professores federais planejam manifestação em Brasília

por Agência Brasil publicado 10/07/2012 17h02, última modificação 06/06/2015 16h55
O objetivo é conseguir uma audiência com a presidenta para pedir a intervenção na crise e a abertura imediata de negociação

Em greve há 55 dias, os professores federais irão ao Palácio do Planalto, na manhã de quarta-feira 11, tentar entregar à presidenta Dilma Rousseff uma carta elaborada pelo comando nacional de greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Ao todo, 56 das 59 universidades federais do País, além de 34 Institutos Federais, dois Cefets e o Colégio Pedro II, estão em greve.

O objetivo do movimento é conseguir uma audiência com a presidenta para pedir a intervenção na crise e a abertura imediata de negociação.

Do lado de fora do palácio, professores do Comando Nacional do sindicado farão manifestação contra o que consideram “intransigência do governo”. Desde o início da paralisação, apenas uma reunião foi realizada entre os representantes do governo e os docentes em greve, na qual, segundo o movimento, nenhuma proposta foi apresentada.

As negociações, em todo caso, não devem ser fáceis. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na terça-feira 10 que a “grave crise econômica internacional” vai impor ao governo federal a definição de prioridades nas negociações salariais com servidores públicos que estão em greve. Entre essas prioridades, Mercadante destacou que a educação é uma delas, como a estruturação das carreiras dos docentes universitários.

Mercadante participou de audiência pública na Comissão de Educação do Senado para debater as políticas implementadas pelo governo na área. Segundo ele, ao contrário dos países desenvolvidos da Europa – onde está na pauta o debate de redução de direitos, desemprego e cortes salariais – a situação é inversa no Brasil.

“O governo conseguiu ajustar taxa de câmbio, reduziu fortemente a taxa de juros, fez uma política agressiva de compras públicas”, ressaltou o ministro.

Ele frisou, no entanto, que o Executivo precisa de tempo para analisar a evolução da crise econômica mundial e saber quais as possibilidades concretas que o orçamento de 2013 terá para contemplar as demandas do conjunto dos servidores.

Dos três pontos acordados em 2011 entre o MEC e as entidades representativas dos professores universitários, dois foram cumpridos com o reajuste salarial de 4% e a incorporação das gratificações aos salários, segundo Mercadante. Ambos são retroativos a março deste ano.

O ministro considera importante estender algum tipo de benefício aos técnicos administrativos das universidades públicas que tome por base a certificação e a titulação. Entretanto, destacou que essa avaliação cabe à área econômica do governo.

 

Com informações da Agência Brasil

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