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Em Buenos Aires, Dilma assina parceria para ponte Brasil-Argentina

por Redação Carta Capital — publicado 31/01/2011 16h03, última modificação 01/02/2011 09h13
A presidenta chegou à capital argentina para sua primeira viagem oficial ao exterior e foi recebida pela colega Cristina Kirchner. À tarde, Dilma encontrou-se com as Mães da Praça de Maio

A presidente Dilma Rousseff iniciou nesta segunda-feira 31 sua primeira viagem ao exterior no cargo. Dilma chegou a Buenos Aires pela manhã e foi recebida pela colega Cristina Kirchner. No encontro, elas assinaram parcerias entre os países, incluindo a construção da ponte sobre o rio Pepiri-Guazu, ligando San Pedro, na Argentina, à cidade catarinense de Paraíso.

À tarde, a presidenta se encontrou com o grupo das Mães da Praça de Maio. Estella de Carlotto, presidenta da Associação, disse antes do encontro que pretendia ter uma conversa "de mulher para mulher" com Dilma.

“Compartilhamos com ela a história de seu país, ela que foi vítima da ditadura militar brasileira e sabe o que fala quando o tema é direitos humanos. Dilma fez a gentileza de pedir o encontro e compartilhamos com ela nossas histórias de vida, de luta, de busca da verdade”, disse Estela De Carlotto.

Ao ser questionada se o Brasil deveria seguir o modelo de política de direitos humanos da Argentina, que está julgando e punindo os militares envolvidos em desaparecimentos e assassinatos durante a ditadura militar, ela respondeu que cada país deve seguir seu ritmo. “Não há uma fórmula, uma receita, cada país tem sua própria receita”.

O grupo das Avós da Praça de Maio buscam, sobretudo, encontrar filhos de militantes políticos que foram retirados dos pais e entregues a outras famílias durante a ditadura militar argentina. Estela é uma das avós que, há 33 anos, busca notícias do neto, desde que a filha dela, Laura, foi presa pelos militares quando estava grávida. Ao nascer, o bebê foi separado da mãe e, pouco tempo depois, já em liberdade, Laura foi assassinada.

O encontro com as mães e avós da Praça de Maio foi pedido pela própria presidenta Dilma Rousseff.

(Com informações da Agência Brasil)

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