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Política

Ditadura Militar

Documentos inéditos revelam que militares ordenavam “eliminação” de guerrilheiros do Araguaia

por Redação Carta Capital — publicado 28/03/2011 12h00, última modificação 29/03/2011 08h51
Papéis da Marinha, que fazem parte do acervo da Câmara dos Deputados e que eram confidenciais até o ano passado, foram liberados para consulta pública. Da Redação

Papéis da Marinha, que fazem parte do acervo da Câmara dos Deputados e que eram confidenciais até o ano passado, foram liberados para consulta pública

Os resquícios da ditadura no Brasil ainda atormentam quem sofreu ou perdeu alguém da família ou amigo. Após mais de 20 anos do fim do regime militar, documentos do Comando da Marinha, datados de 1972, mostram a frieza dos repressores. A ordem dos militares era a de matar os integrantes da Guerrilha do Araguaia. A ação era chamada de Operação Papagaio – uma ofensiva das Forças Armadas contra o grupo de militantes de esquerda criado pelo PC do B – e confirma relatos de testemunhas de que comunistas foram mortos mesmo depois de presos.

De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27, a documentação, que era confidencial até 2010, foi liberada para consulta pública.

Leia alguns trechos dos documentos abaixo:

"A FFE [Força dos Fuzileiros da Esquadra] empenhará um grupamento operativo na região entre Marabá e Araguaína para, em ação conjunta com as demais forças amigas, eliminar os terroristas que atuam naquela região", afirmam duas "diretivas de planejamento".

"impedir os terroristas que atuam na margem daquele rio de transporem-no para a margem leste, eliminando-os ou aprisionando-os".

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