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Política

Cerimônia

Dilma toma posse hoje para o segundo mandato

por Redação — publicado 01/01/2015 09h49, última modificação 01/01/2015 09h58
Presidenta assume por mais quatro anos com desafio de fazer país voltar a crescer em meio à Lava Jato
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff

Dilma formou os ministérios com o objetivo de acalmar os mercados, assim como Lula fez em 2002

A presidenta Dilma Rousseff participará nesta quinta-feira 1º da cerimônia de posse do seu segundo mandato. A partir desta data ela estende oficialmente sua permanência no cargo por mais quatro anos, tendo como principais desafios: conseguir governar em meio às investigações da Operação Lava Jato, e fazer a economia brasileira voltar a crescer. Pelas primeiras movimentações do governo, a estratégia deve ser repetir movimentos do primeiro governo Lula.

Antes mesmo de ser empossada como presidenta reeleita, Dilma começa a dar forma ao seu novo ministério e em tudo se inspira no modelo adotado por seu antecessor 12 anos atrás. Isso porque, na futura equipe, o ministro da Fazenda será Joaquim Levy, integrante da gestão Fernando Henrique e do primeiro governo Lula. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior terá Armando Monteiro Neto, senador pelo PTB de Pernambuco e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Já a Agricultura ficará sob o comando de Kátia Abreu, senadora pelo PMDB do Tocantins e presidente da confederação do setor desde 2008.

Os nomes provocaram reações negativas de movimentos sociais e até setores do próprio PT. Mas uma forte razão para essa guinada à direita do próximo mandato é o receio de o Brasil ser rebaixado pelas agências de classificação de risco, o que comprometeria o grau do investimento do País nos próximos quatro anos. Com isso, a única solução é voltar a crescer.

O primeiro governo Dilma tomou medidas acertadas, embora limitadas, para dinamizar o setor, reconhecem os empresários, mas a retomada da indústria exige ampliar substancialmente o escopo e repensar o conjunto da economia, conforme mostra a história bem-sucedida dos países avançados.

O esforço pode esbarrar, no entanto, no resultado da operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. Entre os denunciados pelo Ministério Público Federal no Paraná estão executivos das empreiteiras como Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC. O órgão ainda pede um pede um ressarcimento próximo de 1 bilhão de reais. O temor é que a operação paralise o andamento de outras obras importantes para a economia, já que envolve as principais construtoras do País.