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Dilma quer que Nordeste cresça acima do PIB nacional

por Rede Brasil Atual — publicado 22/02/2011 07h34, última modificação 22/02/2011 13h26
Presidenta nega ajuste como o de 2003 e reafirma combate à inflação. Da Rede Brasil Atual

Presidenta nega ajuste como o de 2003 e reafirma combate à inflação

A presidenta Dilma Rousseff negou, nesta segunda-feira (21), que o governo esteja fazendo este ano um ajuste fiscal nos mesmos moldes de 2003 e reafirmou o compromisso de combate à inflação. Ela garantiu, no 21º Fórum de Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros (SE), que criará condições para que a economia nordestina cresça a taxas superiores à do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A presidenta ressaltou que resolver os problemas do Nordeste é uma questão estratégia para a política de erradicação da miséria, já anunciada como prioridade do governo. “A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento que privilegia, infelizmente, essa região (Nordeste) do país”, disse a presidenta.

Dilma também defendeu um foco maior das políticas públicas na região do Semiárido brasileiro. “Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o Semiárido”, disse a presidenta.
Ajuste fiscal - Segundo Dilma, os cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, anunciados pelo governo, fazem parte de uma consolidação fiscal num cenário bem diferente do início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Em 2003 o Brasil tinha uma taxa de inflação fora do controle, que não é o caso atualmente", disse a presidenta. "Nós estamos dentro da margem estabelecida de dois pontos acima dos 4,5% da meta."

“Nossos cortes preservam os investimentos integralmente”, garantiu a presidenta. Entre os investimentos que não sofrerão cortes, ela citou o programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa Emergencial de Financiamento (PEF) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui projetos de mobilidade urbana e obras para a Copa do Mundo de 2014.

Dilma ressaltou o fato de hoje o país ter US$ 300 bilhões em reservas internacionais e um projeto de investimentos. "E mais, temos perfeita consciência para que não haja de fato no Brasil pressões inflacionárias e nós não deixaremos que aconteça."

Ministérios - Dilma voltou a dizer que pretende criar um ministério específico para cuidar das pequenas e médias empresas, promessa feita por ela durante a campanha eleitoral. Uma secretaria dentro da estrutura do Ministério de Integração Nacional também deve ser criada, segundo a presidenta, para tratar de irrigação.

“Nós temos de incentivar o surgimento de pequenos e médios vitoriosos”, disse a presidenta ao falar da nova pasta. Ela não mencionou prazos para a criação dos dois órgãos. Entre as funções da nova pasta estaria a de incentivar arranjos produtivos locais, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

A secretaria de irrigação seria voltada ao Nordeste. "Queremos recuperar áreas já irrigadas e ampliar outros perímetros”, disse a Dilma. Ela ainda informou que o governo pretende criar um programa de acesso individual à água, com obras pontuais de construção de cisternas.

*Matéria publicada originalmente na Rede Brasil Atual

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