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Lula e Dilma lançam site sobre realizações do PT

por André Barrocal publicado 12/08/2014 22h16, última modificação 12/08/2014 22h24
Com a eleição nas ruas, os petistas esperam atingir os mais jovens e apostam em uma guerra da informação com os órgãos de comunicação tradicionais
Instituto Lula

Dilma Rousseff e o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, lançaram nesta terça-feira 12 um site para difundir as realizações de doze anos do governo federal do PT. Com a eleição nas ruas, os petistas esperam atingir principalmente os mais jovens. Também apostam em uma guerra da informação com os órgãos de comunicação tradicionais. Para a campanha dilmista, a mídia estaria censurando o governo e privilegiando um noticiário distorcido e negativo sobre a presidenta.

Em discurso em um centro de convenções em Brasília, Dilma disse que o site será um “instrumento muito importante no debate democrático”, pois estaria baseado na “verdade”. A iniciativa, afirmou, ajudará a disseminar informações, a mostrar resultados das gestões federais petistas e a “enfrentar o derrotismo e o pessimismo” da mídia. “Pessimismo” e “derrotismo” que, segundo ela, teriam ficado evidentes na cobertura jornalística sobre a Copa do Mundo.

O site chama-se Brasil da Mudança e é mantido pelo Instituto Lula. É uma ideia do jornalista Franklin Martins, ministro da Comunicação Social no segundo mandato de Lula e hoje com a dupla função de conselheiro do ex-presidente e integrante do comitê central da campanha de Dilma. Os mais jovens não têm memória sobre o Brasil da era Fernando Henrique, nem uma visão completa dos feitos pós-2003, segundo Martins. O site, disse, tenta mostrar as “profundas transformações” ocorridas no país de lá para cá.

Comparar os doze anos de Dilma e Lula com os oito anos de FHC é a estratégia central do PT para a eleição. Dos 142 milhões de brasileiros aptos a ir às urnas em outubro, 24 milhões (17% do total) têm entre 16 e 24 anos. Tinham no máximo doze anos no início do primeiro mandato de Lula.

O site foi concebido em janeiro, mas saiu do papel só agora para coincidir com o período eleitoral. Em discurso, Lula explicou o motivo: “É um instrumento de competição com a imprensa.” Ele citou um recente estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) sobre o noticiário do Jornal Nacional, da TV Globo. De janeiro a agosto, informa o “manchetômetro”, o telejornal dedicou uma hora e 22 minutos a notícias desfavoráreis a Dilma. As notícias favoráveis somaram três minutos.

O Jornal Nacional é o produto jornalístico de maior penetração no Brasil. De acordo com uma pesquisa do Ibope feita por encomenda da Secretaria de Comunicação Social da Presidência e divulgada em março, 35% dos brasileiros citam o telejornal como programa mais assistido. O segundo mais lembrado é a novela das nove, com 31%. Entre os telejornais, o telejornal lidera com 45% de citações. Em seguida, aparece o Jornal da Record, com 16%.

Dilma será entrevistada ao vivo pelo Jornal Nacional, na condição de candidata à reeleição, nesta quarta-feira 13, no Palácio da Alvorada. Com a voz rouca, como mostrou no discurso sobre o novo site petista, a presidenta está sob cuidados especiais, para que melhore até a entrevista.

O telejornal entrevistará quatro presidenciáveis esta semana. O primeiro foi Aécio Neves, do PSDB, na segunda-feira 11. No dia seguinte, Eduardo Campos, do PSB. Nos bastidores do evento com Dilma e Lula, dilmistas mostravam-se surpresos com a entrevista do tucano. Acham que o telejornal foi duro com o senador mineiro e temem que seja ainda mais com a presidenta