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Dilma e Chávez devem formalizar defesa pela reforma do Conselho de Segurança da ONU

por Agência Brasil publicado 08/05/2011 12h18, última modificação 08/05/2011 12h21
A presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deverão assinar um comunicado conjunto na próxima terça-feira (10), em Brasília. Por Renata Giraldi

Renata Giraldi, da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deverão assinar um comunicado conjunto na próxima terça-feira (10), em Brasília. O documento deverá conter o apelo para a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o apoio venezuelano ao pleito brasileiro, que é o de ocupar um assento permanente no órgão em nome da América Latina.

Nas reuniões preliminares de assessores de Chávez com autoridades brasileiras houve sinalizações do apoio ao Brasil. O presidente da Venezuela será o terceiro chefe de Estado que indicará apoio à reforma do conselho, como defende o Brasil.

Em março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ser favorável à reforma e ao desejo do Brasil de ocupar um lugar permanente no conselho, mas evitou ser explícito neste apoio. No mês passado, foi a vez de o presidente da China, Hu Jintao, afirmar que é o momento de discutir mudanças no conselho.

No último dia 5, o presidente da Alemanha, Christian Wulff, afirmou que, assim como os brasileiros, os alemães também querem rever a estrutura atual do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para ele, é fundamental buscar um acordo regional para obter avanços nestas negociações. Recentemente, Dilma disse que “não é capricho” querer a reforma.

A atual estrutura do conselho segue o modelo que existia no mundo depois da 2ª Guerra Mundial - ocupam vagas permanentes no órgão os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e a Inglaterra.

Os assentos provisórios são ocupados pelo Brasil, Japão, México, Líbano, Gabão, pela Turquia, Bósnia-Herzegovina, Nigéria, Áustria e Uganda. O período do mandato nos assentos rotativos é de dois anos.

As autoridades brasileiras defendem ampliar o número de cadeiras no conselho de 15 – cinco permanentes e dez provisórias – para 25, entre as quais o Brasil se coloca como candidato a titular.

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