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Política

Cynara Menezes

Poder

07.07.2011 16:01

Dilma, é a hora

Do escândalo no Ministério dos Transportes às provocações do ministro da Defesa, a presidenta ainda busca a formação definitiva de seu governo. Por Cynara Menezes e Leandro Fortes. Foto: AE

Na edição 650, CartaCapital afirmou, diante do afastamento de Antonio Palocci da Casa Civil, que o governo Dilma Rousseff enfim começava. Erramos. Os acontecimentos recentes e os que estão por vir nas próximas semanas revelam outro cenário: uma presidenta ainda em busca do formato definitivo de sua administração. Pode-se afirmar que de um modo um tanto tortuoso o Palácio do Planalto opera por etapas uma reforma ministerial. No caso Palocci, a mudança deu-se à revelia do controle de Dilma. Talvez não se possa dizer o mesmo da alteração no Ministério dos Transportes, cujo titular, Alfredo Nascimento, do PR do Amazonas, e todos os seus subordinados foram obrigados a deixar os cargos após uma nova série de denúncias de corrupção. Entre o primeiro petardo e o último, aquele que selou seu destino, Nascimento permaneceu quatro dias sob fogo cerrado.

Será esse o novo estilo de Brasília? É pouco provável, pois em um governo de coalizão, que oferece tantos cargos comissionados e tantas oportunidades de “ganhos extras”, e uma rede de intrigas composta de políticos, arapongas, lobistas e jornalistas sempre em busca de uma nova crise, o afastamento imediato de subordinados mediante qualquer suspeita pode tornar as baixas um ritual quase cotidiano no Planalto Central. Faz sentido imaginar, portanto, que o afastamento da turma do PR dos Transportes não tenha sido um gesto doloroso para a presidenta.

Ao que tudo indica, a fila de dispensas é razoavelmente extensa e deve andar nas próximas semanas. No gargarejo está o ministro da Defesa, Nelson Jobim, cujo ciclo no governo, ao que tudo indica, deve se encerrar até o fim de julho. Daí seu magoado desabafo durante a festa em Brasília pelos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, quando louvou o ex-presidente, de quem foi ministro, e reclamou da convivência atual com “idiotas”. Mas também andam em baixa Pedro Novais, do Turismo, Ana de Hollanda, da Cultura, e Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 654, já nas bancas.

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Sua opinião

  1. Marat Calado disse:
    As falcatruas nos governos de uma maneira geral, sempre aconteceram e acontecerão. Niguém gosta, mas o importante é segui procurando acertar e manter os princípios de combate a corrupção. Esperar que num governo de coalisão não aconteça essas deformações, é ser muito inocente. Tem muito mais gente pra ser cortada. Isso é o começo de uma depuração duradoura. É só o governante gerenciar mais de perto, como tem feito a presidenta, que esse pessoal é descoberto e afastado. Insisto, a Veja não denunciou coisa nenhuma, a Dilma é que está acompanhando muito bem o andamento dos trabalhos. O vídeo da Isto é, foi quem ajudou estartar o processo. É assim mesmo. Está ótimo! Agora, o comentário desse senhor José Juciê Rodrigues, sobre o governo Lula que já começou errado...porque o Lula tem 4 aposentadorias e...bláblá (inverdade, por não saber o q. é aposentadoria).É coisa de quem desconhece o mundo político ou oposicionista frustrado. O Maluf não tem aposentadoria nenhuma e é o que é. Acorda sô! Vai estudar mais a história do Brasil e de outros países, para não passar por ignorante.
  2. Janes Rodriguez disse:
    Para se ter uma ideia da absoluta parcialidade e determinação golpista da imprensa brasileira, privada, mercantil e sócia do projeto tucano: no Paraná o governador criou uma supersecretaria de assistencia social, que vai tocar todas as politicas da infância e da juventude mais as politicas do Bolsa Familia e deu pra sua mulher. Nepotismo acusaram alguns. "Não", disse o governador. "Porque minha mulher é rica e faz isso porque gosta". Boazinha não é? A midia local? SI-LÊN-CIO! Mesmos as matracas mais ativas contra o governo federal, sobre os desmandos na capital e no governo estadual, NADA. E mais: o mesmo governador, juntou a secretaria dos transportes e mais a secretaria de obras, criou a "secretaria de infraestrutura" e deu pro irmão. Escândalo na midia local? NADA! O filho recém formado numa faculdade privada ganhou de mimo seu primeiro emprego: secretário de esporte e lazer da Capital. Escândalo? NADA! Tudo é tratado como senada estivesse acontecendo. HIPOCRISIA? CINISMO? SIM!!!
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