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Os primeiros três ministros de Dilma e outras cogitações

por Celso Marcondes — publicado 24/11/2010 18h40, última modificação 29/12/2010 11h42
Através de nota, a presidenta oficializa as indicações de Guido Mantega, Alexandre Tombini e Miriam Belchior. Outras especulações continuam

Através de nota, a presidenta oficializa as indicações de Guido Mantega, Alexandre Tombini e Miriam Belchior. Outras especulações continuam

Na tarde desta quarta-feira 24, através de nota, a presidenta eleita Dilma Rousseff anunciou os três primeiros nomes de seu ministério, na área econômica: Guido Mantega na Fazenda, Alexandre Tombini no Banco Central e Miriam Belchior no Planejamento. Todos já integrantes do governo Lula, Mantega, mantido, os outros dois, promovidos. Nenhum deles foi surpresa.

Permanece o mistério sobre o destino de Antonio Palocci, que ficou para ser divulgado noutro dia. Parte do PT queria-o na Saúde, longe do núcleo de decisão do Planalto. Para Palocci, o cargo não interessa: apesar de médico, há tempo essa não é sua praia, ela só seria discutível se ele pretendesse reiniciar a busca por um cargo executivo eletivo no futuro. Deve ficar com a Casa Civil, enfraquecida em relação ao que foi nos tempos de Dilma e José Dirceu, pois perderia, entre outras atribuições a coordenação do PAC – que irá, junto com Miriam Belchior, para o Planejamento. Pode também ficar na Secretaria-Geral, fortalecida em relação à atual.

Luciano Coutinho, cotado antes tanto para o BC quanto para a Fazenda, deve ficar mesmo no BNDES, o que não lhe causará qualquer desconforto. Sua relação com Dilma continuará excelente.

Fora da equipe econômica, para divulgação futura, parecem certas as participações de José Eduardo Martins Cardoso, Paulo Bernardo e Gilberto Carvalho. O primeiro, na Justiça. Bernardo, indefinido entre as mesmas áreas que Palocci. Carvalho na Secretaria Especial dos Direitos Humanos, no lugar de Paulo Vannuchi - que não vê a hora de voltar para São Paulo - ou na Secretaria-Geral.

Na chefia de gabinete da presidenta, sai Carvalho, entra Giles Azevedo, seu braço direito faz um tempão.
Na lista petista, nasceu a possibilidade de Alexandre Padilha, hoje nas Relações Institucionais, ir para a Saúde, pasta desdenhada pelo PMDB, que não vê em José Gomes Temporão alguém de sua cota.

O senador Aloizio Mercadante, que termina seu mandato neste ano, continua cotado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no lugar do ministro Miguel Jorge, outro que considera encerrada sua contribuição com o Planalto.

Ainda na cota do PT, cresceram as especulações sobre o nome do futuro ministro das Cidades: pode ser José De Fillipi Júnior, ex-prefeito de Diadema e coordenador financeiro da campanha de Dilma. Este ministério, que no primeiro governo Lula era visto como algo estranho, ganhou muita importância nos últimos anos e existem muitos olhos em sua direção, petistas e peemedebistas. Certeza apenas é a que Márcio Fortes, atual ministro, do PP, não fica.

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