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Depois do PCdoB, Kassab quer atrair o PT paulista

por Redação Carta Capital — publicado 15/02/2011 11h43, última modificação 15/02/2011 11h43
A direção estadual do partido quer "avaliar melhor" a movimentação do prefeito da capital, que já ouviu o "sim" dos comunistas

Enquanto o PSDB e o DEM enfrentam suas disputas intestinas para comporem os cenários de 2012 e 2014, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tenta se afastar das origens e alinhar-se à base governista da presidenta Dilma Rousseff.

O movimento de Kassab começou a ser ventilado pela imprensa pouco depois da posse em janeiro. Primeiro, foram os boatos de que Kassab amarrava uma migração para o PMDB. Pouco depois, os planos de fundar uma nova legenda, buscar um ministério e voltar para disputar o governo do estado em 2014.

O DEM reagiu às notícias com um misto de incredulidade e fúria. Os caciques do partido ora afirmavam que o prefeito não sairia, ora ameaçavam cobrar o mandato na Justiça caso isso realmente acontecesse. Enquanto isso, Kassab atacava mais uma vez.

O prefeito ofereceu a secretaria responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014 na capital paulista ao PCdoB, da base governista de Dilma e "inimigo" do DEM. O partido relutou, mas não por muito tempo, em aceitar o convite. Agora, é o próprio PT que avalia uma aproximação.

A Folha de S.Paulo desta terça-feira 15 traz a notícia de que a direção estadual petista reuniu-se para "avaliar melhor" os movimentos de Kassab e, por consequência, definir a relação do partido com o prefeito filiado ao ex-inimigo PFL. A composição dependeria de Kassab migrar, de fato, para o PMDB, abrindo um novo campo político paulista que, segundo o próprio prefeito, serviria para "varrer os tucanos" do estado que governam há quase 20 anos.

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