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Denúncia faz presidente do TCU cogitar renúncia

por Redação Carta Capital — publicado 27/01/2011 13h11, última modificação 27/01/2011 13h11
A Folha de S.Paulo publicou que Benjamin Zymler recebeu 228 mil reais de empresas investigadas pelo Tribunal; o magistrado alega que foi pago por "atividade docente"

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, cogitou renunciar ao cargo após a denúncia feita ontem pelo jornal Folha de S.Paulo a respeito de cursos privados pagos por empresas investigadas pela Corte. O presidente do TCU recebeu, entre 2008 e 2010, 228 mil reais para ministrar aulas e palestras para funcionários de diversas empresas que têm processos em tramitação no órgão que ele preside.

Em matéria publicada nesta quinta-feira 27 pelo jornal, a informação é de que Zymler reuniu-se com outros ministros do Tribunal e avisou que renunciaria, mas foi convencido a continuar. A Folha também traz uma declaração do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, condenando a postura do presidente do TCU.

Zymler alegou, em sua defesa, que as quantias recebidas foram pagas por "atividade docente", protegida por uma decisão do COnselho Nacional de Justiça. Para o presidente da OAB, no entanto, a atividade é incompatível com o cargo. "O ministro ou se mantém no TCU ou abre mão disso e vai para a iniciativa privada", disse Ophir à Folha.

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