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Demóstenes Torres é afastado do MP de Goiás

por Redação Carta Capital — publicado 10/10/2012 21h27, última modificação 10/10/2012 21h27
Ex-senador é investigado pela corregedoria do órgão sobre sua relação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira
demóstenes

Foto: Antônio Cruz/ABr

O senador cassado Demóstenes Torres foi afastado nesta quarta-feira 10 pela Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de Goiás. O órgão ficalizador realizará um processo administrativo disciplinar sigiloso para apurar se houve violação de deveres funcionais “em razão de condutas reveladas pela Operação Monte Carlo, que teve como alvo a organização criminosa liderada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira.” O ex-DEM está suspenso de suas funções até o término do julgamento.

Em comunicado, o MP informa ter instaurado uma reclamação disciplinar um contra o ex-senador em 13 de julho de 2012, um dia após ele informar sobre seu retorno ao cargo de Procurador de Justiça de Goiás. Depois de conseguir obter provas junto ao Senado, à Procuradoria-Geral da República e ao Poder Judiciário, os documentos foram anexados aos autos. A Corredoria, então, entendeu haver a necessidade de instaurar um processo administrativo disciplinar.


Demóstenes Torres volta ao MP de Goiás

Dias após ser cassado no Senado, por mentir sobre suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres voltou ao MP-GO. Em licença desde 1999, ele passou a atuar na 27ª Procuradoria de Justiça com atribuição criminal. O salário mensal da função é de 22 mil reais.

O ex-senador poderia voltar ao cargo por ter sido nomeado antes da Constituição de 1988. Neste período, os integrantes do órgão eram autorizados a seguir carreira política e retornar ao Ministério Público, caminho hoje vetado.