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DEM tenta segurar Kassab, que já articula nova sigla

por Redação Carta Capital — publicado 17/02/2011 15h51, última modificação 17/02/2011 16h12
Enquanto o partido atual aceita uma chapa única para convenção, advogado do prefeito paulistano diz que saída para aproximação da base aliada federal é iminente. Da Redação

Os sinais de que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deve deixar o DEM fez os outros caciques do partido aceitarem formar uma chapa única para a convenção que acontecerá em 15 de março. A união era uma exigência de Kassab e do presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen.

A chapa que ocupará a presidência da legenda será encabeçada pelo senador Agripino Maia (RN), e também terá os deputados federais Ronaldo Caiado (GO), ACM Neto (BA), Rodrigo Maia (RJ) e Eduardo Sciarra (PR).

O movimento para apaziguar a relação com Kassab, no entanto, pode não surtir efeito. O advogado do prefeito paulistano, Alberto Rollo, confirmou em entrevista ao jornal DCI que os planos de fundar uma nova legenda seguem adiante.

Informada pela Folha de S.Paulo no início do mês, a ideia de Kassab é liderar o PDB (Partido da Democracia Brasileira), levando consigo parlamentares do DEM e pelo menos um governador - Raimundo Colombo, de Santa Catarina, seria o aliado na dissidência.

A saída do DEM para fundar um novo partido seria uma "fase de transição" de Kassab para a base aliada do governo federal. Evitando uma filiação imediata a alguma das legendas já existentes, o prefeito suavizaria o efeito da aproximação, ao mesmo tempo em que mantém sua estratégia de ser um nome viável para disputar o governo paulista em 2014.

O diálogo de Kassab com a base aliada passa por PMDB e PSB, conforme noticiado nas últimas semanas. Foi aventada a possibilidade de filiação a ambas as legendas. No momento, a ideia mais viável, no entanto, é mesmo a criação do PDB e a busca por uma futura fusão com o PSB, segundo as informações de Alberto Rollo.

Viabilizando uma candidatura ao governo de São Paulo como o nome a ser apoiado pela base governista, Kassab consegue reverter uma situação difícil para sua sobrevida nos holofotes da política.

Lançado para o alto pelo ex-governador José Serra para reduzir a força de Geraldo Alckmin, o prefeito foi, posteriormente, abandonado pelo padrinho. Com Alckmin atualmente no governo e com a perda evidente de fôlego do DEM após as eleições do ano passado, Kassab não parece enxergar muito futuro dentro da aliança tucano-democrata paulista. A saída será a aproximação da base governista para, segundo o próprio prefeito, criar um novo campo político e "varrer o PSDB do estado".

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