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Política

Motim no quartel

Defensoria pede liberdade para bombeiros

por Agência Brasil publicado 06/06/2011 19h30, última modificação 07/06/2011 08h42
A juíza Ana Paula Pena Barros, da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, já recebeu a comunicação da prisão em flagrante dos 439 bombeiros

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro decidiu ingressar nesta terça-feira 7 com pedido de liberdade para os 439 bombeiros que estão detidos desde o último sábado, após terem invadido o quartel central da corporação, na noite de sexta-feira.

O defensor público-geral do estado, Nilson Bruno Filho, disse que já está de posse de cada um dos pedidos assinados pelos bombeiros presos para que a Defensoria Pública os represente. Ele explicou que está apenas aguardando os desdobramentos jurídicos para definir se entrará com os pedidos de relaxamento de prisão ou de liberdade provisória.

“Os bombeiros militares optaram pela defesa técnica da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, em razão de sua credibilidade e conhecimento. Estamos avaliando a nota de culpa, sobre a prisão em flagrante, para fazermos tecnicamente o que cabe. Em primeiro lugar, o que a Defensoria quer é diminuir essa tensão.”

O defensor disse ainda que em nenhum momento houve dúvida sobre a atuação do órgão na defesa dos bombeiros. “A Defensoria Pública é a casa do povo e dos necessitados. Independentemente de coloração, qualquer que seja, vai atuar como sempre. Se instada a participar, não tem a menor dúvida que eles terão a melhor defesa do Brasil.”

Na segunda-feira 6, a juíza Ana Paula Pena Barros, da Auditoria Militar do Estado (que trata de crimes cometidos por bombeiros militares e policiais militares) recebeu a comunicação da prisão em flagrante dos bombeiros.

O subcorregedor da Polícia Militar, coronel Ronaldo Menezes entregou o pedido de prisão de todos os envolvidos. A juíza já entregou o documento para o Ministério Público, que tem prazo máximo de 20 dias para se pronunciar sobre a legalidade da prisão.

Em seguida, o caso volta à juíza que deverá decidir se revoga ou mantém a prisão dos militares.

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