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Ditadura

Debate acalorado

por Celso Marcondes — publicado 03/12/2008 17h41, última modificação 24/08/2010 17h45
Na coluna de ontem iniciei a publicação do meu debate com o leitor Antônio F. sobre a questão da tortura durante a ditadura militar

Na coluna de ontem iniciei a publicação do meu debate com o leitor Antônio F. sobre a questão da tortura durante a ditadura militar. Publiquei uma primeira carta do leitor, contestando um dos artigos desta coluna, em 10 de novembro, intitulado Torturadores de “terroristas” e minha réplica. No menu ao lado, a carta e o artigo estão escondidos em “diálogos”, se você quiser rever.

Abaixo publico o segundo “Diálogos”, com a tréplica de Antônio F. e um pequeno comentário meu.
Amanhã tem outro. Posições mais que explicitadas e acaloradas, aguardando uma decisão do governo sobre o tema e revelando fissuras e feridas latentes da nossa história.

Quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Senhor Celso,

Defendo seu ponto de vista, mas não abro mão do meu.

O senhor Genoíno, Alfredo Sirkis, Dilma e outros mais, que lutaram contra a ditadura, ou dizem que lutaram, a meu ver nem tinham ideologia, eram mais uns agitadores, hoje estão aí se vangloriando de coisas que não fizeram;

Fizeram sim: seqüestrar, roubar, matar em nome de seus ideais (será que os ideais dos mesmos estavam corretos?).

A ditadura na época não existia só no Brasil, era um regime adotado em quase toda a América Latina, na África (até hoje) e outros países do Oriente Médio e Ásia.

Mas o que era a ditadura? Será que era tão ruim assim? O que os militares fizeram de tão mal a não ser defender os interesses do País e não permitir que fosse implantado um regime comunista? Regime esse que já se viu, não é benéfico para nenhuma Nação?

Não sou militar, mas SOU PATRIOTA, e posso dizer que: entre a DITADURA MILITAR e essa ESCULHAMBAÇÃO QUE TÁ AÍ, prefiro a primeira opção.

José Genoíno, pelo que sabe nunca foi torturado. Não sentiu nem uma dor na unha, o que se sabe dos militares (Sebastião Curió que diz que tem uma copia de declaração assinada de próprio punho pelo Genoíno) e que ele foi sim UM TREMENDO DEDO DURO, entregou todo mundo, as células TERRORISTAS, sem ser preciso tocar no mesmo, demonstrando o quão covarde foi o mesmo.

Os anistiados, políticos, jornalistas e muitos mais que tão aí mamando nas tetas da Nação, muitos não perderam nada no regime, tais como CARLOS HEITOR CONY E muitos mais que tão aí recebendo sua gorda pensão;

Os que morreram no Araguaia e nas zonas urbanas, os que realmente lutaram, sou a favor de que suas famílias recebam pensão.

Mas também sou a favor que as famílias dos militares que morreram combatendo esses BANDIDOS (não todos,claro), também recebam uma justa PENSÃO;

SE FOR PRA PUNIR, QUE PUNAM TODOS, NÃO SEJA VISTO SÓ UM LADO, POIS ISSO É UMA MANEIRA DE SE PROMOVEREM À CUSTA DO OUTROS, COM INTERRESES PURAMENTE INDIVIDUAIS;

Nunca vi um presidente militar morrer milionário e as Forças Armadas está entre as instituições de mais respeito e idoneidade nesse país.

Obrigado.

Antônio F.

Quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Prezado senhor Antônio,

Acho que nossas posições estão claras, não chegaremos num acordo. Democracia é isso que taí: todos podem se posicionar. Concordar ou discordar. Nos tempos da ditadura isso não era possível.
Continue expondo seus pontos de vista sobre este ou outros assuntos, nosso site está aberto para isso.
Obrigado,

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