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Política

Eleições 2012 - São Paulo

Datafolha: Russomano cola em Serra, Haddad segue estagnado

por Redação Carta Capital — publicado 21/07/2012 11h56, última modificação 21/07/2012 12h00
O candidato apoiado pela Igreja Universal já tem empate técnico com o tucano, que segue na casa dos 30%;

Uma nova pesquisa Datafolha realizada entre os dias 19 e 20 de julho revela o crescimento do candidato Celso Russomano (PRB), que chegou a 26% das intenções de voto para prefeito de São Paulo. O resultado o coloca em empate técnico com José Serra (PSDB), que tem 30%.  Lá embaixo da tabela, um bolo surge empatado tecnicamente: Fernando Haddad (PT) e Soninha Francine (PPS) têm 7%. Gabriel Chalita (PMDB) vem na sequência com 6%, e Paulinho da Força (PDT), 5%.

Russomano cresceu dois pontos deste o último levantamento, em 25 e 26 de junho, que ainda incluía a candidatura de Netinho de Paula (PCdoB), então com 6%, que desistiu para apoiar Haddad. Serra caiu um ponto, de 31% para 30%. O cenário configura um empate técnico entre Russomano e Serra.

Datafolha - 1075 eleitores ouvidos entre 19 e 20 de julho. Resposta estimulada e única:

José Serra (PSDB)                30%
Celso Russomano (PRB)     26%
Fernando Haddad (PT)          7%
Soninha Francine (PPS)        7%
Gabriel Chalita (PMDB)         6%
Paulinho da Força (PDT)      5%
Carlos Giannazi (PSOL)          1%
Levy Fidelix (PRTB)                 1%
Ana Luiza (PSTU)                       1% 

O Datafolha ouviu 1075 eleitores durante os dois dias. É o primeiro levantamento feito após o início oficial da campanha de rua dos candidatos e da desistência de Netinho de Paula (PCdoB). Netinho chegou a ter 13% na pesquisa de dezembro. Segundo o Datafolha, a migração dos votos de Netinho tem sido para Russomano, e não para Haddad.

Três fatos relevantes sobre a pesquisa

O ponto de mais destaque da pesquisa é o crescimento de Celso Russomano, inflada por sua participação como repórter no programa "Balanço Geral SP", da tevê Record, empresa do Bispo Edir Macedo. O quadro que Russomano comandou até o mês passado, o "Patrulha do Consumidor", teve altos índices de audiência. Embora o candidato queira se desvincilhar da pecha de evangélico, o PRB é um braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.

O segundo fato relevante do levantamento é a estagnação de Fernando Haddad. O candidato petista chegou a ter 8% dos votos em junho e agora permanece na mesma margem, com 7%. Haddad e o PT sofreram fortes críticas por conta do apoio de Paulo Maluf, que garantiu a Haddad o maior tempo de propaganda eleitoral na tevê. À época, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que o episódio foi positivo, pois expôs o desconhecido Haddad na mídia. Havia a expectativa de que o candidato petista se descolasse do pelotão de baixo na pesquisa, o que não ocorreu.

O terceiro ponto importante é a também estagnação de José Serra na casa dos 30%. Embora ainda na liderança, a candidatura tucana não cresce, o que tem relação direta ao alto índice de rejeição de Serra - 37% dos eleitores ouvidos disseram não votar nele de modo algum, o mais alto entre os candidatos. A combinação estagnação/alta índice de rejeição preocupa para o pleito do segundo turno.

(Fernando Vives)

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