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Dados do IBGE sobre saneamento podem indicar realidade ainda pior

por Raquel Rolnik — publicado 25/08/2010 12h30, última modificação 25/08/2010 12h30
Apenas quando saírem os resultados do censo de 2010 será possível saber quantos domicílios de fato estão conectados à rede de esgoto, já que a única informação disponível é o censo de 2000

Os números da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico divulgados, na última sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podem ser ainda piores, já que dentro de municípios que têm coleta de esgoto existem domicílios e às vezes bairros inteiros que não dispõem do serviço.

Apenas quando saírem os resultados do censo de 2010 será possível saber exatamente quantos domicílios de fato estão conectados à rede de esgoto, já que a única informação disponível a partir de visita em domicílio é o censo de 2000.

Além disso, outra questão importante é a situação das zonas rurais, que hoje é absolutamente precária, mesmo considerando que o uso da fossa séptica é uma forma adequada de afastamento do esgoto.

O fato é que o setor de saneamento montou, no anos 70, um modelo de gestão, baseado nas companhias públicas estaduais, que foi praticamente abandonado e desmobilizado. Com isso, o setor viveu anos de disputa entre um modelo de privatização e o fortalecimento da gestão pública, principalmente municipal.

Só agora saiu um novo marco regulatório do setor de saneamento, que ainda não foi implementado. Portanto, a  solução desta questão não está apenas no aumento dos recursos, que cresceram de forma muito significativa nos últimos anos, mas também nas transformações na gestão.

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