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Política

Carta Capital

08.02.2012 16:19

CPMI investiga violência contra a mulher

O objetivo é apurar se há negligência do estado na prevenção de homicídios e casos de agressão doméstica. Foto: Daquella Manera/Flickr

Nesta quarta-feira 8, foi instalada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar situações de violência contra a mulher no Brasil. A Comissão será presidida pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). A senadora Ana Rita (PT-ES) é a relatora. O objetivo da CPMI é apurar se há negligência do estado nesse tema.

Após a escolha, a Ana Rita afirmou que é fundamental garantir que a Lei Maria da Penha seja efetivamente aplicada. Ela lembrou do caso da promotora Ana Alice Moreira Melo, morta a facadas pelo marido na semana passada, em Belo Horizonte. Ana Alice já havia prestado queixas na delegacia e registrado boletim de ocorrência devido agressões verbais e ameaças de morte pouco antes do episódio, mas nada havia sido feito.

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“Muitas vezes as mulheres sofrem violência, elas procuram os órgãos públicos, fazem o registro de que estão sofrendo algum tipo de violência e voltam para casa. Acabam voltando para um lar onde o principal autor da agressão é seu próprio companheiro. E muitas dessas mulheres acabam morrendo”, disse a senadora.

O colegiado, que será formado por 12 senadores e 12 deputados, terá 180 dias para apurar denúncias de omissão do poder público quanto à aplicação de instrumentos legais criados para a proteção das mulheres. Ao término dos trabalhos, a CPMI vai sugerir a adoção de políticas públicas relacionadas ao assunto.

Nesta quarta-feira 8, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a votação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Maria da Penha.

O STF vai julgar se o homem que agride uma mulher pode ser processado pela Lei Maria da Penha, ainda que a vítima não preste queixa contra ele. Hoje, isso só ocorre se ela fizer uma representação contra o seu algoz. A bancada feminina acompanha a votação.

 *Com informações da Agência Câmara

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Sua opinião

  1. Ulisses Raisson disse:
    "O STF vai julgar se o homem que agride uma mulher pode ser processado pela Lei Maria da Penha, ainda que a vítima não preste queixa contra ele." Ainda vai julgar? Nossa! Muitas vezes o agressor ameça à agredida. Fato esse que denota em não denuncismo do agressor por parte da agressora. Olhando por este viés, fica claro que tem de haver julgamento. Os porquês do fato são de extrema importância para esclarecer o caso.
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