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CPI vai investigar morte de agente da PF

por Agência Brasil publicado 18/07/2012 15h25, última modificação 18/07/2012 15h25
O policial federal Wilton Tapajós Macedo, que participou da Operação Monte Carlo, foi assassinato a tiros em cemitério de Brasília
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Cinegrafistas e fotógrafos registram o túmulo dos pais do agente federal Wilton Tapajós Macedo, que foi morto no momento em que colocava flores no local, no Cemitério Campo da Esperança. Foto: Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira vai acompanhar as investigações sobre a morte do policial federal Wilton Tapajós Macedo, assassinado na terça-feira 17 no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que designou policiais federais que estão a serviço da comissão para acompanhar o caso.

Vital do Rêgo não descartou a possibilidade de a morte do policial federal entrar na pauta de investigação da comissão. “É um caso da polícia inicialmente, mas já acionei os policiais federais que estão à disposição da CPI. Eles vão acompanhar os procedimentos de investigação e vão, diuturnamente, prestar esclarecimentos a esta presidência”, disse Vital.

Segundo ele, caso as investigações apontem que a morte tem ligação com o esquema montado pelo empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira – preso em Brasília –, a CPI tomará as atitudes necessárias. “De acordo com o desenrolar dos fatos, esta presidência vai tomar as atitudes. Se houver ligação com o foco da CPI, vamos tomar as atitudes necessárias.”

Wilton Tapajós atuou na Operação Monte Carlo que investigou o esquema de jogos ilegais em Goiás comandado por Cachoeira. O agente da Polícia Federal foi morto com dois tiros na cabeça, quando visitava o túmulo dos pais. A Polícia Civil fez uma perícia no local esta manhã.

No mesmo dia o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu rigor nas investigações. Segundo ele, no entanto, antes da apuração dos fatos é precipitado relacionar o crime à participação do agente em operações da PF.

“Não vou afirmar nem que há indícios nem que não há [da relação do crime e com a participação do agente em operações] porque qualquer afirmação neste momento seria absolutamente leviana. Estamos tentando elucidar esse assassinato”, disse. “Vamos aprofundar as investigações e, a partir do que for apurado, tomar as providências”, completou o ministro após participar de evento no Ministério da Justiça.

 

*Matérias originalmente publicadas na Agência Brasil

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