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Corpos de opositores da ditadura são procurados em cemitério de SP

por Redação Carta Capital — publicado 09/11/2010 16h03, última modificação 09/11/2010 16h03
Polícia Federal procura 10 desaparecidos políticos, entre eles Virgílio Gomes da Silva articulador do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969

Polícia Federal procura 10 desaparecidos políticos, entre eles Virgílio Gomes da Silva articulador do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969

Após mais de 20 anos do fim da ditadura, o saldo de desaparecidos políticos ainda é um lamento para os parentes. Mas uma luz se lança para algumas famílias. É que o Ministério Público recebeu informações de que 10 militantes políticos teriam sido enterrados clandestinamente no maior cemitério da América Latina, o da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, durante o governo militar.

Agora a Polícia Federal faz uma varredura no local, que tem mais de 750 mil metros quadrados, com o apoio de peritos em geofísica, para localizar a quadra 11, que teria tido a numeração alterada, onde poderiam estar ao menos dez desaparecidos políticos. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada na edição desta terça-feira 9, o Ministério Público, através da procuradora Eugênia Augusta Fávero, ingressou com uma ação contra o Estado “porque tudo indica que houve uma manobra de ocultação do local”.

O próximo passo da investigação da Polícia Federal é fazer a exumação dos corpos e, posteriormente, caso eles sejam encontrados, será feito o teste de DNA.

O corpo de Virgílio Gomes da Silva, conhecido como Jonas, seria o mais provável a ser encontrado porque a família possui documentos que provariam que Virgílio estaria enterrado no Vila Formosa. O desaparecido foi militante da ALN - Ação Libertadora Nacional - e articulador do sequestro de Charles Elbrick, embaixador dos EUA em 1969.

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