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Submarinos

'É uma estratégica para a soberania'

por Agência Brasil publicado 18/07/2011 09h21, última modificação 18/07/2011 11h23
A declaração foi feita por Dilma em seu programa de rádio. O Brasil vai construir quatro submarinos, o primeiro deve ficar pronto em 2016

Por Luana Lourenço, da Agência Brasil*

A presidenta Dilma Rousseff disse na segunda-feira 18 que a construção de submarinos nacionais é uma questão estratégica e de garantia de soberania para o país. Na última sexta-feira 15, Dilma participou da cerimônia que inaugurou a fabricação brasileira de submarinos, com tecnologia francesa.

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O Brasil vai construir quatro submarinos, o primeiro deve ficar pronto em 2016. “O Brasil passa a fazer parte do pequeno grupo de países que tem conhecimento e tecnologia para construir submarinos. A capacidade de produzir submarinos é fator estratégico, tanto para a defesa do país quanto para o crescimento econômico”, disse Dilma no programa semanal de rádio, Café com a Presidenta.

Dilma lembrou que o acordo, assinando com a França em 2008, prevê a transferência de tecnologia para que a indústria nacional tenha condições de continuar construindo e desenvolvendo submarinos no Brasil. O próximo passo, segundo a presidenta, será a fabricação de um submarino movido a energia nuclear.

Além de questões estratégicas e de defesa, Dilma avalia que a construção de submarinos nacionais terá um papel econômico considerável. O governo prevê a criação de 9 mil empregos diretos e 27 mil indiretos nas obras de construção do estaleiro e da base naval para os equipamentos. “E na fase de construção dos submarinos, a previsão é que sejam criados em torno de 2 mil empregos diretos e 8 mil empregos indiretos permanentes. Cada submarino a ser fabricado no Brasil vai contar com mais de 36 mil itens, produzidos por 30 empresas brasileiras”, acrescentou a presidenta.

O acordo entre Brasil e França prevê investimentos de R$ 6,7 bilhões. Os quatro primeiros submarinos serão construídos pela Itaguaí Construções Navais, empresa criada em parceria entre a construtora Odebrecht e a francesa Direction des Construtions Navales et Services (DCNS), com a participação da Marinha do Brasil.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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