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Política

Rio de Janeiro

Com greve, delegacias mantém só serviços de emergência

por Agência Brasil publicado 10/02/2012 13h20, última modificação 06/06/2015 18h21
Por conta da greve, muitos cariocas disseram ter saído de casa com medo de um possível aumento na atuação de bandidos
PM-Rio

Embora tenha reivindicações justas, “é inconcebível uma greve armada em uma sociedade democrática”. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - A greve decretada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro prejudicou o atendimento em delegacias da cidade na manhã de sexta-feira 10, que mantêm basicamente os registros de flagrantes.

Na 4ª Delegacia de Polícia (DP), na Central do Brasil, centro da capital fluminense, um inspetor orientava a população a voltar na próxima semana, já que apenas serviços considerados de emergência, como autos de prisão em flagrante e remoção de cadáveres, foram mantidos.

A dona de casa Ana Anastácia, moradora de Senador Camará, zona oeste, esteve na unidade na manhã de hoje para buscar, sem sucesso, o registro de ocorrência feita há uma semana.

“Eles estão falando que estão em greve. Por enquanto, o moço me informou que só estão atendendo se for emergência. Se não, é para voltar outro dia para ver se a greve vai continuar”, disse.

Em outra delegacia no centro, a 5ª DP, um colete com a inscrição “policiais civis em greve” foi pendurado em um cavalete na entrada da unidade para informar à população sobre a adesão ao movimento. No local, também estavam sendo atendidos apenas os casos de flagrante.

A rotina em alguns batalhões da Polícia Militar (BPM) também foi alterada na manhã desta sexta-feira. No 5º BPM, responsável pelo patrulhamento em áreas do centro, apesar dos portões abertos, parte do efetivo permaneceu aquartelada. No pátio da unidade, cerca de 30 viaturas estavam estacionadas por volta das 9h, o que, segundo policiais lotados no batalhão, não é usual nesse horário.

Por conta da greve, muitos cariocas disseram ter saído de casa com medo de um possível aumento na atuação de bandidos. A recepcionista Marcia Nunes, moradora de Realengo, zona oeste, contou que ainda não conseguiu perceber se houve redução do patrulhamento nas ruas, mas disse só ter deixado saído de casa no início da manhã porque precisava trabalhar.

 

“Como eu venho de trem, não consegui ver se tem menos policiais e onde moro já não é uma área muito patrulhada, mas eu estou com muito medo. Só saí mesmo porque não podia faltar ao trabalho.”

A assistente de contabilidade Joana Guimarães disse temer a deflagração do movimento a uma semana do carnaval.

"Estava planejando passar em vários blocos, mas agora acho que vou ter que mudar meus planos. Se a greve continuar, não sei se vou ter coragem de arriscar", disse.

Apesar da greve, a reportagem da Agência Brasil encontrou algumas viaturas da Polícia Militar circulando por ruas da zona sul da cidade, como Copacabana e o Flamengo.