Política

Nova Classe Média

Classe C é maioria também nas academias

por Redação Carta Capital — publicado 21/06/2011 07h28, última modificação 21/06/2011 11h34
Instituto DataPopular mostra que, em dez anos, surgiram quase 17 mil novos estabelecimentos de ginástica, que atendem 4,2 milhões de pessoas.

Depois de bens de consumo duráveis, gastos em produtos relacionados à estética e artigos antes destinados somente às classes A e B, a nova classe C (que abrange faixa salarial de 300 a 1.300 reais de renda mensal per capita)  agora é maioria nas academias. Um estudo recente do Instituto DataPopular mostra que, entre os que praticam atividade física em academia de ginástica, 52% vêm da classe emergente.

Segundo a pesquisa, 80% da Classe C acredita que é importante estar em forma. Reflexo dessa preocupação é a explosão de academias no país. Em dez anos, o número de estabelecimentos cresceu 21 vezes, o que representa quase 17 mil unidades que atendem 4,2 milhões de pessoas.

Outro dado é que, dos brasileiros que praticam exercício físico uma vez por semana, 82% são emergentes (somando as Classes C, D e E). A pesquisa constatou que existe, entre as classes mais altas, preferência por esportes individuais, enquanto na nova classe média, há maior disposição para os esportes coletivos. As classes A e B representam apenas 14% dos que praticam esportes coletivos e 39% dos que praticam os individuais, em contraposição aos 44% e 19% das Classes D e E, respectivamente. Nesses dois quadros, a Classe C permanece com 42%.

O interesse em manter o corpo saudável não se reflete apenas na prática de atividades físicas. A pesquisa indica que, daqueles brasileiros preocupados em perder peso, 49% pertencem à Classe C, 15% às classes mais baixas e 36% à elite. Os métodos utilizados variam desde dietas e exercícios até remédios de emagrecimento.

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