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Internacional

Carta Capital

Venezuela

24.02.2012 14:58

Chávez, o calcanhar de aquiles do chavismo

Dias após jornais do Brasil e da Venezuela publicarem boatos sobre uma suposta metástase do câncer do presidente Hugo Chávez, este admitiu, em 22 de fevereiro, ter uma nova lesão, provavelmente cancerígena. Embora ocorra na mesma região onde foi operado em 2011 (o que a faria uma recorrência local, e não metástase), exige nova cirurgia em Havana e, possivelmente, outra quimioterapia, justamente no momento em que a campanha eleitoral começa a esquentar, com a direita unida em torno de um candidato.

Dada a falta de transparência de Chávez em relação à sua doença e a identificação do seu movimento com sua personalidade, isso deve perturbar os simpatizantes que não sejam chavistas de carteirinha. Mesmo que o tratamento seja bem-sucedido, seu desempenho eleitoral e de seu partido serão certamente prejudicados.

Insubstituível? Juan Barreto / AFP

O vice Elías Jaua é um personagem sem brilho próprio. Sexto a ocupar esse cargo desde o início do primeiro governo Chávez, há 13 anos, foi nomeado em janeiro de 2010, quando o vice anterior, coronel Ramón Carrizales, renunciou por “motivos pessoais” em companhia da esposa, ministra do Ambiente.

Jaua, que acumula uma vice-presidência algo decorativa com a função de ministro da Agricultura que já exercia, fez-se notar apenas pela fidelidade ao Comandante, que lhe permitiu permanecer a seu lado desde a fundação de seu partido em 1996, ao passo que as personalidades mais decisivas para a ascensão de Chávez nos anos 1990 e para sua bem-sucedida resistência ao golpe conservador de 2002 romperam com o presidente ou caíram em desgraça por diferentes motivos. Mesmo assim, não lhe foi confiada a Presidência interina quando o presidente foi internado em 2011 nem deve assumi-la desta vez.

Chávez, que mesmo após o tratamento oncológico insistia em pretender governar a Venezuela até 2024, continua a prejudicar a si mesmo e a seu movimento com a ilusão de ser insubstituível. Faltou-lhe na carreira o equivalente ao escravo que, nos desfiles triunfais da antiga Roma, segurava a coroa de louros do general vitorioso, mas lhe soprava repetidamente aos ouvidos: memento mori, “lembra-te de que és mortal”.

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Sua opinião

  1. Paulo Cardoso disse:
    Não duvido nada, se ao corpo de colunistas de CC, em breve se juntar figuras respeitáveis e liberais como Franklin Martins e Marco Aurélio Garcia.
  2. KAISER fabio disse:
    Para min esta turma de herois o Chavez,o Lula,os Kirchners,o Evo,o Correa eles conseguiram mudar a historia e o presente da America latima eles libertaram a america latina do demonio que e os Estados Unidos que e o braco armado do imperialismo e terrorismo mundial.E os petistas tem muita razao o Brasil existe como nacao a partir de 2002,porque antes o Brasil era governado por uma burguesia egoista e corrupta que venderam o pais para p FMI e para o imperialismo europeu e norte americano e essa pequena menoria previlegiada vivia muito bem e chupava o sangue da classe poble e trabalhadora.E quem critica o Chavez ou algun regime anti imperialista por falta de Democracia,eu pergunto aonde existe a verdadeira Democracia?Hoje em dia existe a Ditadura dos Bancos s das Finanzas capitalismo puro!
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