Você está aqui: Página Inicial / Política / Centrais sindicais organizam greve geral para o dia 11 de julho

Política

Paralisação

Centrais sindicais organizam greve geral para o dia 11 de julho

por Redação — publicado 26/06/2013 20h11
Planalto negocia e pede envio de propostas até a semana que vem
Antônio Cruz/ABr
Dilma Rousseff

Representantes da classe trabalhadora se reuniram com a presidente Dilma no Palácio do Planalto para apresentar suas reivindicações

Como forma de “destravar” a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e pressionar o empresariado, as principais centrais sindicais do País decidiram organizar paralisações, greves e manifestações conjuntas no próximo dia 11 de julho. A decisão foi tomada durante reunião na terça-feira 25 em São Paulo, que contou com a presença de lideranças da CUT, da Força Sindical, da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (GTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e do MST.

Nesta quarta-feira 26, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu no Palácio do Planalto com os representantes dessas sindicais para que eles apresentassem sua pauta de reivindicações. A presidente pediu que as entidades formulem e encaminhem até a próxima terça-feira (2 de julho) propostas para serem incluídas no plebiscito de reforma política, que ela irá enviar ao Congresso Nacional até outubro.

Durante o encontro, Dilma enfatizou que não aprovará qualquer projeto sem que exista acordo entre trabalhadores, empregadores e governo. Ela garantiu que o diálogo com as centrais sindicais será permanente e que todos os temas da pauta da classe trabalhadora serão negociados.

Presente na audiência, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou que a reunião foi para ouvir as centrais sobre o momento que o País vive. “Essa é a razão de trazer as lideranças sindicais, que lá se manifestaram e apoiaram o plebiscito e o conjunto de ações que o governo tem proposto. A presidenta quer contemplar a opinião e as propostas das centrais nessa reforma”.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a reunião foi positiva porque as centrais tiveram a oportunidade de cobrar de Dilma mais atenção à pauta da classe trabalhadora. “Enfatizamos a necessidade de o governo adotar uma política econômica menos conservadora, pois sem isso será difícil obtermos verbas para educação, saúde, transporte e outros setores deficitários e que estão na ordem do dia por conta das manifestações”, afirmou.

Segundo o dirigente da CUT, Vagner Freitas, o objetivo dos atos de julho é impulsionar a pauta que veio das ruas nas manifestações realizadas em todo o País nos últimos dias e construir diálogos para mais investimentos em saúde, educação e transporte público de qualidade.

“Além disso, vamos reivindicar o fim dos leilões do petróleo, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, a reforma agrária e o fim do Projeto de Lei 4330, que acaba com as relações de trabalho no Brasil”, disse Freitas.

Descontentes

Por outro lado, alguns sindicalistas saíram da reunião insatisfeitos, porque esperavam que a presidenta apresentasse alguma proposta específica para a categoria. “Na nossa opinião, a reunião não deu um passo. Se queremos solução para os problemas colocados nas ruas ou para a pauta que colocamos, é muito importante fortalecer as paralisações e as greves que marcamos para o dia 11 de julho”, disse o presidente da Central Sindical e Popular, José Maria de Almeida.

O deputado Paulo Pereira (PDT-SP), presidente da Força Sindical, disse que “a presidenta ouviu as centrais e foi embora sem nenhum encaminhamento”. Ele reclamou da falta de diálogo consistente com o governo federal, pois nunca se resolver nada durante as reuniões no Planalto.

“Para mim, foi uma reunião que nós viemos mais para ouvir os planos mirabolantes da presidente Dilma do que uma solução para os trabalhadores. Saímos daqui como sempre saímos. E hoje foi pior ainda. Simplesmente, nem encaminhamento da nossa pauta foi dado. Quero aqui lamentar essa reunião com a presidente”, queixou-se Paulinho.

com informações da Agência Brasil e Blog do Planalto

registrado em: