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Centrais e CMS agendam Dia Nacional de Lutas para agosto

por Vermelho — publicado 01/04/2011 09h00, última modificação 01/04/2011 09h00
O alvo principal dos protestos será a política macroeconômica do governo Dilma, criticada consensualmente pelo conjunto das entidades. Por André Cintra

Por André Cintra

As centrais sindicais e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) vão promover um ato unitário em Brasília, no mês de agosto, para marcar o Dia Nacional de Lutas. A pauta de reivindicações será comum, com cinco bandeiras prioritárias, que serão definidas até abril. Já as etapas estaduais, em forma de Jornada de Lutas, devem ocorrer na primeira quinzena de junho.
As manifestações começaram a ganhar forma nesta terça-feira (29), em reunião com entidades do Fórum das Centrais e da CMS, na sede da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), em São Paulo. A pauta comum terá como base as resoluções da Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais e da 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora – que ocorreram, respectivamente, em 31 de maio e 1º de junho de 2010.

“O objetivo é unificar as ações e construir uma agenda propositiva dos trabalhadores e dos movimentos sociais, para um Brasil com mais desenvolvimento, justiça social e distribuição de renda”, resume o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, que coordenou a reunião.

Segundo o sindicalista, o alvo principal dos protestos será a política macroeconômica do governo Dilma, criticada consensualmente pelo conjunto das entidades. “Para viabilizar nossas propostas, é fundamental que a política macroeconômica esteja vinculada aos interesses desenvolvimentistas do país. Defendemos a redução da taxa de juros, a flexibilização do regime cambial e a diminuição do superávit primário.”

O manifesto das entidades, com a agenda unitária de lutas, será lançado oficialmente em 26 de abril. Caberá a uma comissão, definida nesta terça, a redação do texto, bem como a escolha dos cinco eixos prioritários. A comissão é formada por CUT, Força Sindical, CTB, UGT, MST, UNE e UBM.

“Nossa unidade é fundamental. Neste momento em que a política econômica funciona como uma tampa – bloqueando os avanços –, é preciso destacar as prioridades da agenda e promover ações conjuntas”, reforçou Augusto Chagas, presidente da UNE. Em nome das entidades estudantis, a UNE indicou que a educação seja uma das cinco bandeiras do Dia Nacional de Lutas.

Já Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), propôs que as jornadas também tenham caráter anti-imperialista. “Quando um ministro diz ver com bons olhos a retomada do malsinado acordo com os Estados Unidos para usar a base de Alcântara, devemos estar alertas na defesa da soberania nacional e é necessário enfatizar a luta contra as ocupações, as guerras e a militarização do continente. As ameaças são reais e concretas.”

*Matéria publicada originalmente em Vermelho.

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