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Política

Energia elétrica

Cemig não deve aceitar proposta do governo para renovar concessões

por Redação Carta Capital — publicado 04/12/2012 17h10, última modificação 04/12/2012 17h17
Copel, Celesc e Cesp também recusaram. As decisões afetam o plano do governo Dilma Rousseff para reduzir a tarifa de luz

A estatal Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) não deve aceitar a proposta de renovação adiantada das concessões de energia elétrica que venceriam entre 2015 e 2017, feita pelo governo federal na tentativa de reduzir as contas de luz. Segundo reportagem da Folha Online, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-4 que a empresa não irá renovar as concessões. “A nossa responsabilidade é manter as empresas vivas", afirmou o senador.

A renovação das concessões são o maior entrave do pacote de redução das tarifas elétrica anunciado pela presidenta Dilma Rousseff no último mês. Dilma pretende diminuir as contas para a indústria em até 28%. Para isso, as atuais concessões teriam que acabar mais cedo e as empresas seriam indenizadas. As companhias vinham reclamando do valor oferecido como indenização pelo governo federal na renovação.

A Cemig se junta a três outras empresas que decidiram não aceitar a proposta. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) decidiu em assembleia extraordinária realizada na sexta-feira 30, em Curitiba, que as concessões da área de geração não serão renovadas antecipadamente. O presidente da empresa, Lindolfo Zimmer, disse ao Valor Econômico que a empresa "será imbatível" quando uma de suas usinas, a Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, for licitada em 2015. Com essa decisão, a estatal mantém seus altos lucros até a licitação e, se vencer a disputa, continuará controlando a usina.

Os acionistas da Cesp, administrada pelo governo de São Paulo, seguiram nesta terça-feira 3 a recomendação do conselho de administração da empresa em não renovar as concessões. Já a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), alegando que teria prejuízos, anunciou na última sexta que não iria antecipar a renovação de sete das suas doze usinas com contratos para vencer em 2017.

As decisões dessas empresas prejudicam a intenção do governo Dilma Rousseff de reduzir a tarifa de luz. O Planalto ainda não divulgou quais alternativas pretende usar para manter o plano sem a participação dessas companhias.