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Política

Escândalo

Caso Erenice: nova denúncia atinge o BNDES

por Redação Carta Capital — publicado 16/09/2010 12h05, última modificação 16/09/2010 13h24
Consultor denuncia cobrança de propina para facilitar contrato de empresa no último capítulo de denúncias do período da ex-ministra no cargo

(atualizada às 13h21)

Mais um capítulo que levou à queda de Erenice Guerra, que pediu demissão do cargo de ministra da Casa Civil no início da tarde desta quinta-feira 16. O jornal Folha de S.Paulo publicou hoje entrevista com Rubnei Quícoli, consultor da empresa EDRB, especializada em energia. O consultor afirma que a empresa de Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, teria pedido 40 mil reais mensais, durante seis meses, para facilitar um financiamento no valor de 9 bilhões de reais junto ao BNDES. Além do valor, seria cobrada uma comissão de 5% sobre o total do dinheiro. O consultor ainda acusa Marco Antonio Oliveira, ex-diretor dos Correios, de ter cobrado 5 milhões de reais para "pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha".

Quícoli, fonte das informações, já foi condenado em São Paulo por receptação e coação. Em 2000, foi preso com dinheiro falso em um posto de gasolina em Campinas. Em 2007, passou 10 meses na cadeia pelo crime. Em 2003, foi denunciado por "ocultar em proveito próprio e alheio" uma carga roubada de condimentos.

A Casa Civil confimou que representantes da EDRB foram recebidos em novembro de 2009, mas negou qualquer encontro entre eles e a ex-ministra Erenice.

Na rede
Enquanto as acusações cruzam os céus, foi criado na rede de microblogs Twitter um perfil de Erenice Guerra. A Casa Civil já divulgou comunicado informando que a ex-ministra não usa a rede e que o perfil, que tem enviado mensagens contra Serra, é falso.

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